Ataque israelense próximo ao reator iraniano provoca condenação russa e reforça temores de contaminação radioativa na região
Brasília (DF) · 19 de março de 2026
Um projétil atingiu o terreno da Usina Nuclear de Bushehr, no sul do Irã, a apenas 350 metros do reator principal na terça-feira (17/mar).
A informação, confirmada por fontes iranianas e do Oriente Médio, acendeu alertas imediatos sobre os riscos de uma possível contaminação radioativa em toda a região.
A Organização de Energia Atômica do Irã emitiu comunicado oficial afirmando que “não houve danos financeiros, técnicos ou humanos e nenhuma parte da usina foi danificada”.
Ao mesmo tempo, a agência iraniana Tasnim, citada pela turca Anadolu Agency, descreveu o objeto como “projétil hostil”.
A Rússia, responsável pela manutenção técnica da planta, reagiu com firmeza.
Por meio da estatal Rosatom, apresentou queixa oficial contra Israel e condenou o ataque por colocar em risco o pessoal russo que trabalha no local, conforme reportado pela PressTV e pela iraniana Mehr News.
Em meio à escalada do conflito iniciado em fevereiro de 2026 entre Israel, Estados Unidos e Irã, o episódio reforça a fragilidade das instalações nucleares civis.
Um vídeo postado no X pelo portal brasileiro @AnaliseGeopol mostra uma simulação de dispersão de material radioativo caso o reator de Bushehr seja atingido:
Especialistas em geopolítica observam que ações desse tipo ameaçam não apenas a soberania nacional do Irã, mas a estabilidade de todo o Oriente Médio.
A Rússia e o bloco dos BRICS têm defendido consistentemente a necessidade de diplomacia e respeito às normas internacionais de segurança nuclear.
O incidente em Bushehr serve como lembrete de que a paz regional depende do compromisso coletivo com a justiça e o diálogo, em vez de ações unilaterais que colocam em risco milhões de vidas.

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