Com a linha a cara da atriz, o cantor e compositor explorou imagem glamorosa da francesa como símbolo de liberdade e modernidade; morte de ícone do cinema aos 91 anos neste domingo (28) desperta ondas de tributos globais
Saint-Tropez (FR) · Domingo, 28 de dezembro 2025
A notícia da morte da lendária atriz Brigitte Bardot abalou o mundo do entretenimento neste domingo (28/dez), confirmando o adeus a uma das figuras mais emblemáticas do cinema do século XX.
Aos 91 anos, a estrela francesa, conhecida por sua beleza arrebatadora e engajamento feroz na causa animal, faleceu em sua residência em Saint-Tropez, sul da França, após uma série de problemas de saúde que incluíram cirurgias e hospitalizações nos últimos meses.
Nascida em 28 de setembro de 1934 em Paris, Bardot transformou-se em símbolo sexual global com papéis em filmes como Et Dieu… créa la femme (1956), dirigido por Roger Vadim, que a catapultou para o estrelato internacional.
Relatos iniciais indicam que a morte ocorreu hoje, coincidindo com o aniversário de 91 anos completados em setembro.
Sua fundação, a Fondation Brigitte Bardot, confirmou o falecimento por meio de um comunicado oficial, sem detalhar a causa exata, embora fontes próximas mencionem complicações decorrentes de uma doença grave tratada em Toulon em outubro e novembro de 2025.
Antes disso, em julho de 2023, ela já havia enfrentado uma emergência respiratória, e em 2025, negou rumores falsos de óbito circulando online, chamando-os de imbecilidade fabricada por anônimos.
Na França, terra natal de Bardot, a cobertura midiática foi imediata e extensa, refletindo o status de ícone nacional.
O jornal 20 Minutes publicou uma matéria destacando sua carreira como star internationale et sex symbol, anunciando a morte sem especificar data ou local exato. Já o Actu.fr dedicou um artigo aos cinco filmes cult que marcaram sua trajetória, como La Vérité e o já citado Et Dieu… créa la femme, confirmando o óbito aos 91 anos.
O prestigiado Le Monde abriu um live para reações, descrevendo-a como icône mondiale pós-1965. A revista Gala focou em sua última aparição pública emocionante após 11 anos de reclusão.
A emissora France Bleu detalhou hospitalizações recentes em setembro e novembro de 2025. O Ouest-France revisitou sua vida em imagens, de ícone dos anos 1950-1970.
O Le Figaro listou dez datas chave de sua vida, incluindo uma internação recente. A TF1 Info transmitiu reações ao vivo, chamando-a de légende.
O L’Éveil a retratou como uma artista, mas também uma mulher livre e comprometida. Por fim, a Radio France enfatizou sua filmografia com quase 50 longas e mais de 80 canções.
Fora da França, a repercussão foi global, com veículos internacionais ecoando a perda. A NPR americana a chamou de sex goddess of cinema. A BBC britânica reportou o anúncio da fundação à AFP.
A NBC News destacou seu ativismo animal e negação de fake news em 2025. A Reuters confirmou via fundação, sem causa revelada.
O The New York Times a descreveu como ícone que renunciou ao estrelato. A revista People ligou o óbito a uma cirurgia em outubro de 2025. E o The Independent inventou o termo sex kitten por causa dela.
Além de seu impacto no cinema, Bardot influenciou a cultura pop mundial, inclusive no Brasil. Em 1967, o compositor Caetano Veloso a mencionou na canção icônica Alegria, Alegria, parte do movimento Tropicália, com a linha a cara da atriz, aludindo à imagem glamorosa de Bardot como símbolo de liberdade e modernidade.
No contexto da ditadura militar brasileira, a música mesclava referências internacionais como ela com elementos locais, criticando o conservadorismo e celebrando a juventude rebelde, marcando o início da contracultura no país.
O legado de Brigitte Bardot vai além das telas: após se aposentar em 1973, dedicou-se à proteção animal, fundando sua organização em 1986 e combatendo práticas como caça, touradas e experimentos em bichos.
Suas posições políticas, por vezes controversas – como apoio a figuras da direita francesa e críticas ao feminismo moderno –, renderam debates, mas não ofuscaram sua contribuição à libertação feminina nos anos 1960.
Tributos de líderes como o presidente Emmanuel Macron, que a chamou de légende du siècle, e da Société Protectrice des Animaux, reforçam seu lugar na história.
Sua partida fecha um capítulo, mas perpetua discussões sobre beleza, ativismo e independência.

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