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Brasil aplica sanções contra Israel em resposta ao genocídio em Gaza (vídeo)

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    Ministro Mauro
    Ministro Mauro Vieira anuncia medidas contra Israel adotadas pelo governo brasileiro durante debate na ONU | Foto: Reprodução/UN Web TV


    Conheça as medidas que o governo Lula adotou contra as ações de Israel no enclave destinado aos palestinos



    Brasília, 30 de julho de 2025

    O Brasil anunciou a aplicação de sanções contra Israel em resposta ao que o governo brasileiro classifica como “genocídio” na Faixa de Gaza.

    Na segunda-feira (28/jul), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, detalhou essas medidas durante um discurso na ONU, em Nova York.


    As sanções incluem:

    ➡️Bloqueio de exportações de equipamentos de defesa para Israel, em conformidade com o Tratado sobre o Comércio de Armas;

    ➡️Investigação e maior controle sobre importações provenientes de assentamentos ilegais na Cisjordânia e outros territórios ocupados;

    ➡️Intervenção formal na ação movida pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), que acusa Israel de violar a Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio;

    ➡️Suspensão contínua de compras militares de Israel e adiamento da acreditação de um novo representante diplomático israelense em Brasília;

    ➡️Apoio à criação de uma missão internacional de verificação liderada pela ONU para monitorar o cumprimento do direito internacional;

    ➡️Manutenção do apoio à UNRWA (Agência da ONU para Refugiados Palestinos) e assunção da presidência de sua Comissão Consultiva; e

    ➡️Apoio técnico à Autoridade Palestina para a construção do Estado palestino.

    O governo brasileiro já havia expressado indignação com a violência contra civis palestinos, especialmente em Gaza e na Cisjordânia, e formalizou sua adesão ao processo da CIJ em 23 de julho de 2025.

    Essas medidas intensificam as críticas do governo Lula às operações militares israelenses, que, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, resultaram em pelo menos 58.026 mortes e 138.520 feridos entre 7 de outubro de 2023 e 13 de julho de 2025, com a maioria das vítimas sendo mulheres e crianças.

    Israel, por sua vez, condenou a decisão brasileira, chamando-a de “profunda falha moral” e acusando o Brasil de se alinhar contra o Estado judeu em um momento de luta pela sua existência.

    O Ministério das Relações Exteriores israelense também rejeita as acusações de genocídio, afirmando que a ação da África do Sul na CIJ carece de base factual e jurídica.

    Apesar do discurso firme, organizações como o movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) e o MST cobram medidas mais drásticas, como o rompimento total das relações diplomáticas e comerciais com Israel.

    No entanto, o chanceler Vieira indicou que o Brasil pretende manter um canal diplomático mínimo para atuar como possível mediador no conflito.



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