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Bolsonaro aposta em derrota de Lula para receber indulto do filho, revela Marinho

    Líder da oposição no Senado se reuniu nesta quarta com o líder da trama golpista na Papudinha

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    Rogério Marinho
    Rogério Marinho / Foto: Magnus Nascimento/Tribuna do Norte
    RESUMO


    Brasília (DF) · 04 de fevereiro de 2026

    O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado Federal, realizou uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã de quarta-feira (4/fev), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

    Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a reunião ocorreu entre 8h e 10h, em uma sala de estado-maior conhecida como “Papudinha“.

    Bolsonaro expressou confiança na candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República nas eleições de 2026. Marinho destacou que o ex-mandatário mantém um sentimento de “injustiça” por sua condenação:

    “Todas as injustiças serão reparadas depois das eleições”, afirmou o senador potiguar, enfatizando a lealdade ao ex-presidente, que, segundo o aliado, permanece sereno, apostando que o povo brasileiro reconhecerá seu legado por meio da vitória de Flávio.

    A narrativa de “injustiça” contra Jair Bolsonaro refere-se principalmente à visão de seus apoiadores e aliados políticos de que sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa, seria uma perseguição política sem base em provas concretas e irrefutáveis.

    Essa perspectiva é amplamente divulgada por figuras como o senador Márcio Bittar (PL-AC), que classificou a decisão como injusta, e por veículos alinhados à direita, que argumentam que a ausência de evidências materiais autônomas fragiliza a acusação e viola princípios como a presunção de inocência.

    As alegações são de que o STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes, teria agido com parcialidade para neutralizar Bolsonaro politicamente, transformando investigações sobre questionamentos ao sistema eleitoral de 2022 e os atos de 8 de janeiro de 2023 em uma “caça às bruxas“.

    Do outro lado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o STF sustentam a denúncia com provas como gravações, mensagens e arquivos digitais que apontam Bolsonaro como articulador de uma trama golpista para permanecer no poder após a derrota eleitoral para Lula.

    Essa polarização reflete o debate mais amplo sobre a solidez das instituições democráticas no Brasil, com a imprensa internacional destacando o julgamento como histórico para a consolidação da democracia.

    Quanto ao legado de Bolsonaro durante seu mandato presidencial (2019-2022), a afirmação reflete viés ideológico. Críticos apontam negatividade profunda, como:

    ♦ o retorno do Brasil ao Mapa da Fome da ONU em 2021, com aumento da insegurança alimentar afetando milhões;
    ♦ precarização do trabalho, elevação da inflação e da desigualdade para os piores níveis desde 2002;
    ♦ desmonte de políticas ambientais, resultando em recordes de desmatamento; cortes em ciência, educação e cultura;
    ♦ promoção de desinformação, com ataques repetidos às instituições democráticas que culminaram em tentativas de ruptura; e
    ♦ manejo da pandemia de Covid-19, frequentemente citado como falho, contribuindo para altas taxas de mortalidade e polarização social.

    Em resumo, enquanto alguns veem avanços institucionais e econômicos, a maioria enfatiza um retrocesso em direitos sociais, ambientais e democráticos.

    Em declarações à Poder360, Marinho criticou duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), qualificando-o como “mercadoria vencida” e alegando perda de força eleitoral. Essa afirmação reflete a estratégia da oposição de posicionar Flávio Bolsonaro como o antídoto ao “bolsonarismo” renovado, visando reposicionar o país em um cenário de polarização intensificada.

    Dados econômicos e sociais de fontes oficiais como IBGE, Banco Central e Dieese permitem uma análise factual de que Bolsonaro não foi “melhor” que Lula.

    Considerando os governos anteriores (2003-2010) versus Bolsonaro (2019-2022),
    ♦ o PIB cresceu em média 4,1% ao ano sob Lula, contra 1,4% sob Bolsonaro;
    ♦ o salário mínimo aumentou 57% em termos reais com Lula, mas caiu ligeiramente com Bolsonaro;
    ♦ a dívida externa líquida virou negativa (credora) sob Lula, enquanto permaneceu alta com Bolsonaro;
    ♦ indicadores sociais como fome e desigualdade caíram significativamente nos anos Lula, mas pioraram nos de Bolsonaro, com o Brasil saindo do Mapa da Fome em 2014 e retornando em 2021.

    No atual governo Lula (2023-atual), há recuperação:
    ♦ desemprego médio projetado em 6,4% (menor desde 2012),
    ♦ inflação acumulada de 19,7% (baixa histórica em comparação com mandatos desde FHC),
    ♦ crescimento do PIB em torno de 2,9% e
    ♦ redução da inflação de alimentos de 56,1% (Bolsonaro) para 17,4%.

    Assim Lula renovou o Brasil e não é “mercadoria vencida“, apesar de o Datafolha mostrar percepções mistas, com Bolsonaro sendo visto como melhor em inflação e segurança por parte da população. Mas Lula é imbatível em educação, emprego e moradia.

    Em suma, os governos Lula historicamente superam em crescimento inclusivo e redução de desigualdades, enquanto Bolsonaro destaca apenas em algumas reformas liberais, mas com custos sociais extremamente elevados.

    Marinho também negou veementemente a possibilidade de compor como vice na chapa de Flávio. Essa decisão vem no bojo de uma reestruturação interna: em 21 de janeiro, o senador anunciou a desistência de disputar o governo do Rio Grande do Norte para coordenar a campanha presidencial de Flávio, motivado por “gratidão, solidariedade e lealdade” a Bolsonaro, a quem chamou de “maior líder popular do país”, sendo que é Lula quem se destaca como o “melhor presidente que o Brasil já teve”.

    Marinho reforçou que Bolsonaro merece “gratidão, consideração, lealdade e, sobretudo, reconhecimento” de seus aliados, delineando a tarefa primordial de eleger Flávio para combater o que considera retrocessos do atual governo. Conforme visto acima, essa fala reforça a mesma narrativa para impactar eleitores.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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