O presidente disse que o assunto ocorria “privadamente” e “não interessa” a ninguém, o que demonstra seu pouco caso com a democracia
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em uma fala confusa neste sábado (3/9), sem citar nominalmente o nome do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, que o ministro é “mais vagabundo” do que quem “ouviu a conversa” favorável a um golpe de Estado, para o caso de uma vitória de LULA nesta eleição, que era discutida “privadamente” por empresários. O atual ocupante do Palácio do Planalto referiu-se às mensagens de WhatsApp divulgadas pelo portal de notícias Metrópoles, há alguns dias.
“Nós vimos, há poucos, aí, empresários tendo a sua vida devassada, recebendo a visita da Polícia Federal, que estavam privadamente discutindo um assunto que não interessa qual seja o assunto. Eu posso pegar meia dúzia aqui, bater um papo num canto qualquer e falar o que bem entender. Não é porque tem um vagabundo ouvindo atrás da árvore, a nossa conversa, que vai querer roubar a nossa liberdade”, afirmou o presidente.
“Agora, mais vagabundo do que esse que estava ouvindo a conversa é quem dá a canetada após ouvir o que ouviu esse vagabundo”, concluiu Bolsonaro, sobre a decisão do ministro de enviar a Polícia Federal a endereços destes empresários, identificados um a um pelo jornal, em operação de busca e apreensão, após revelação de que eles demonstraram ser favoráveis a um golpe contra a democracia, após a provável vitória do líder das pesquisas de intenções de votos. ASSISTA A SEGUIR, no vídeo creditado ao Metrópoles:
Originally tweeted by Metrópoles (@Metropoles) on 03/09/2022.
