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‘Ano da Colheita’: Ibovespa tem recorde histórico com maior alta em 15 meses, no rumo de Lula a 2026

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    O presidente Lula
    O presidente Lula na cerimônia em que sancionou a lei que isenta de pagamento de Imposto de Renda as pessoas que ganham até R$ 5 mil / Foto: Pedro Ladeira/Folhapress


    Fluxo de capital estrangeiro e desemprego na mínima histórica impulsionam a Bolsa de Valores B3 – Entenda os fatores que movimentaram o mercado de ações e câmbio em Brasília e São Paulo



    Brasília, 29 de novembro 2025

    O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou a sessão na sexta-feira (28/nov) em um novo recorde histórico, impulsionado pelo otimismo global e por indicadores internos robustos.

    O índice subiu +0,45% e fechou aos 159.072,13 pontos, atingindo sua máxima histórica de fechamento. Durante o pregão, o índice chegou a cravar uma máxima intradia inédita de 159.470,81 pontos, conforme mostrou o InfoMoney.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

    A alta consolidou o mês de novembro com uma valorização acumulada de +6,37%, segundo o portal Agência Brasil, sendo o melhor desempenho mensal do índice em 15 meses, desde ago/2024.

    No acumulado do ano de 2025, o avanço é de 32,25%.

    Fatores de Impulso e Análise Setorial

    O avanço ocorreu apesar da liquidez reduzida, consequência do pregão encurtado em Wall Street devido ao feriado prolongado de Ação de Graças nos Estados Unidos.

    Os principais catalisadores do dia e do mês foram:

    1. Corte de Juros nos EUA: O mercado elevou as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) realize um novo corte na taxa de juros em dez/2025.
    2. Fluxo de Capital: Forte fluxo de capital estrangeiro para países emergentes, refletindo o otimismo.
    3. Mercado de Trabalho: A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em out/2025, o menor nível desde o início da pesquisa em 2012.

    Setorialmente, a alta foi sustentada pelos chamados “pesos-pesados”:

    Bancos e Exportadores:
    Ações de bancos, mineradoras e demais exportadores de commodities sustentaram o índice.

    Destaque para o Itaú (ITUB4), que avançou após anunciar a distribuição de R$ 23,4 bilhões em proventos.

    O BTG Pactual (BPAC11) também registrou fortes ganhos.

    • Vale (VALE3):
      A mineradora subiu com a atenção dos investidores voltada para o pagamento de R$ 3,58 por ação em dividendos (ou R$ 15,3 bilhões em proventos), apesar do desempenho de baixa do minério de ferro na China.

    Na contramão do mercado, a Petrobras (PETR3 e PETR4) liderou as perdas do dia, com as ações recuando, após a divulgação do Plano de Negócios 2026-2030.

    O plano frustrou parte do mercado, pois:

    1. Redução de Investimento:
      Revisou para baixo a previsão de investimentos (Capex) para US$ 109 bilhões.
      A FUP (Federação Única dos Petroleiros) criticou a queda, classificando-a como uma redução de 17,3% no investimento real e motivo de preocupação para a sociedade brasileira.
      A CEO da Petrobras explicou que a redução de investimentos na Margem Equatorial (de US$ 3 bilhões para US$ 2,5 bilhões) foi devido a novos patamares de preços do petróleo.
    2. Dividendos Extraordinários:
      O plano não previu a distribuição de dividendos extraordinários, que antes poderiam somar até US$ 10 bilhões, segundo o Money Times.

    No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda de -0,31% a R$ 5,335, com retração de -0,82% em nov/2025 e de -13,67% no acumulado de 2025.

    O “Ano da Colheita” e os Resultados do Governo

    O momento de recordes históricos do Ibovespa e o desemprego na mínima histórica (5,4%), divulgados, alinham-se ao discurso recorrente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Desde o ano passado, o Presidente tem afirmado enfaticamente, em diversos discursos e entrevistas que 2025 seria “o ano da colheita”.

    A premissa é que, após os dois primeiros anos de mandato dedicados ao “plantio” e à “reconstrução” do país após Bolsonaro, este seria o período para o Governo Federal entregar os resultados concretos das políticas implementadas, como o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

    Em dez/2024, o presidente declarou: “Nós já plantamos. Agora, em 2025, é ano da colheita. Vamos começar a colher o que plantamos. É um compromisso de honra meu”, conforme divulgou o Planalto.

    A confiança no crescimento foi reforçada em março, quando o presidente celebrou o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2024 e reiterou a frase.

    O resultado histórico da Bolsa e do emprego em novembro sugere uma convergência entre as expectativas políticas e os resultados econômicos, solidificando a narrativa de que o país começa a “colher os frutos” de um ciclo de recuperação iniciado em 2023.

    E 2026 promete.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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