
BAÍA DE GUANABARA | Foto de Rodrigo Luís Veloso
Saneamento transforma a Baía de Guanabara: um novo cenário – SAIBA MAIS
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Brasília, 01 de junho de 2025
A Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, está em processo de recuperação ambiental. Após décadas de poluição, obras de saneamento concluídas e em andamento estão reduzindo o despejo de esgoto, permitindo o retorno de espécies marinhas.
“Golfinhos, tartarugas e cardumes voltaram a habitar a baía”, celebra o biólogo Ricardo Gomes, do Instituto Mar Urbano.
Obras Concluídas e em Andamento na Baía de Guanabara
Em 2023, o Governo do Estado do Rio de Janeiro finalizou o Coletor Tronco Manguinhos, que trata 1.293 litros de esgoto por segundo, beneficiando 600 mil moradores da Zona Norte.
“Essa obra evita o despejo de 44 piscinas olímpicas de esgoto por dia”, destaca Cláudio Castro, governador.
Na Cidade Nova, 4,1 km de coletores captam 700 litros por segundo, direcionando resíduos para a ETE Alegria.
No Complexo da Maré, a obra de saneamento da comunidade Roquete Pinto será entregue em julho de 2025, atendendo 10 mil pessoas e reduzindo 65 litros de esgoto por segundo na baía.
Em São Gonçalo, a rede de esgoto do Mutondo já impede que 7 milhões de litros de esgoto diários poluam o Rio Alcântara e a Baía de Guanabara, beneficiando 30 mil moradores.
Rios Carioca e Banana Podre: Tratamento em Foco
Os rios Carioca e Banana Podre, afluentes da baía, também estão sendo tratados. O Rio Carioca, que desaguava na Praia do Flamengo, foi desviado para o Interceptor Oceânico, evitando o despejo de 250 litros por segundo de esgoto.
O Rio Banana Podre, canalizado na Enseada de Botafogo, teve sua carga poluente reduzida, contribuindo para a balneabilidade.
“A água está mais cristalina”, afirma Renan Mendonça, da Águas do Rio.
Vida Marinha Renasce na Baía de Guanabara
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A redução de poluentes trouxe resultados visíveis. Em Botafogo, Flamengo e Urca, tartarugas-verdes, cavalos-marinhos e cardumes de peixes como badejo e carapeba reapareceram.
“Mergulhei e vi a água mais limpa da minha vida”, relata Ricardo Gomes.
Dados do Inea mostram uma queda de 90% nos coliformes na Praia de Botafogo entre 2021 e 2022, consolidando a recuperação ambiental.
Investimentos e Metas para a Despoluição
A Águas do Rio, concessionária responsável pelo saneamento, investiu R$ 3,1 bilhões desde 2021, com meta de universalizar o esgotamento sanitário para 90% da população até 2033, conforme o Marco Legal do Saneamento.
“Estamos devolvendo a baía ao povo”, garante Alexandre Bianchini, presidente da concessionária.
O Programa de Saneamento Ambiental (PSAM), financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), também impulsiona obras em Itaboraí e Maricá.
Desafios e Perspectivas para a Baía
Apesar dos avanços, desafios persistem. “A despoluição é um processo gradativo”, alerta Bernardo Rossi, secretário de Ambiente e Sustentabilidade.
A Baía de Guanabara, cercada por 7 municípios e lar de 8 milhões de pessoas, ainda recebe esgoto de áreas como a Baixada Fluminense.
A ampliação da ETE São Gonçalo e novos coletores, como o Faria Timbó, prometem reduzir ainda mais a poluição até 2026.
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