Veja a galeria de imagens – Bombardeios em Beirute e sul do país reacendem clamor por diplomacia enquanto ONU e França exigem extensão imediata da trégua
Brasília (DF) · 09 de abril de 2026
A onda de ataques aéreos lançada por Israel na quarta-feira (8/abr) contra o Líbano deixou 254 mortos e 837 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês.
Em apenas dez minutos, mais de cem alvos foram atingidos em Beirute, no sul do país e no Vale do Bekaa, configurando a maior operação coordenada desde o início do conflito atual.
A deputada federal Gleisi Hoffmann reagiu de forma direta nas redes sociais. “O covarde ataque do governo de extrema-direita de Israel ao povo libanês é um gravíssimo crime contra a humanidade”, escreveu a parlamentar, destacando que os bombardeios destruíram vilas inteiras no sul e atingiram áreas residenciais da capital.
Gleisi Hoffmann deixou o cargo de ministra da Secretaria de Relações Institucionais em 3 de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral. Com a saída do governo, ela reassumiu imediatamente seu mandato como deputada federal pelo Paraná, posição que ocupará enquanto foca em sua pré-candidatura ao Senado nas próximas eleições de outubro.
“Netanyahu tem nas mãos o sangue de milhares de crianças, mulheres; famílias inteiras de civis trucidadas por seus bombardeios indiscriminados”, completou em uma mensagem longa na plataforma social de microblog X:
O ataque ocorreu horas após o anúncio de um cessar-fogo negociado entre Irã e Estados Unidos, o que reforça a percepção de sabotagem deliberada à trégua.
Autoridades libanesas afirmam que civis foram atingidos sem aviso prévio em bairros densamente povoados. O número total de mortos no conflito desde o seu recrudescimento já supera 1.700, incluindo pelo menos 130 crianças, de acordo com o Ministério da Saúde do Líbano .
Benjamin Netanyahu e o Exército israelense afirmam ter mirado centros de comando do Hezbollah.
No entanto, relatos de campo e imagens de destruição em zonas residenciais de Beirute alimentam o debate sobre o impacto desproporcional sobre a população civil.
Mais de um milhão de libaneses já foram expulsos de seus lares desde o agravamento da crise, conforme dados consolidados por organizações humanitárias.
A comunidade internacional reagiu com firmeza. A ONU condenou veementemente “a perda de vidas civis” e instou todas as partes a retornarem aos canais diplomáticos e à plena implementação da resolução 1701 do Conselho de Segurança.
A França classificou os ataques como “intoleráveis e inaceitáveis” e cobrou a extensão imediata do cessar-fogo ao Líbano.
O Itamaraty, em nota oficial, também manifestou repúdio à agressão. Diante da dimensão da tragédia, o Brasil — que abriga a maior comunidade libanesa e de descendentes fora do próprio país — é chamado a exercer papel ativo na condenação dos fatos e na busca por soluções pacíficas.
A solidariedade ativa à população libanesa surge como imperativo humanitário e de justiça. Especialistas em direitos humanos alertam que a repetição de ataques em áreas civis compromete princípios fundamentais do direito internacional.
A escalada ocorre num momento em que a democracia e o multilateralismo são testados globalmente, reforçando a necessidade de mecanismos efetivos de accountability.

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