‘Os reféns eram muito amigos do Hamas. Não admira que ISRAEL não os deixe falar com a imprensa!A mídia está mentindo para você“, escreve o compartilhador das imagens. “Israel mentiu sobre tudo“, disse repetidamente outro perfil, em resposta – ASSISTA
Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra um combatente do Hamas se dirigindo a uma van de transporte da Cruz Vermelha em que acabaram de entrar alguns dos reféns por eles libertados, neste domingo (26/11), durante o cessar-fogo temporário na Faixa de Gaza.
Nas imagens, o soldado do grupo armado procura uma jovem e acena para ela, que corresponde com o mesmo gesto e expressão que demostrava a existência de algum sentimento que os envolvia, como agradecimento.
O vídeo foi compartilhado pelo jovem influencer norte-americano Jackson Hinkle, que também é comentarista político e apresentador do programa ‘The Dive with Jackson Hinkle‘. Ele escreveu: “Refém israelense dá adeus ao Hamas. A mídia está mentindo para você!“
Em outra publicação (veja também mais abaixo), Hinkle mostra outro grupo de reféns sendo libertados. Uma família demonstra carinho com os soldados do Hamas. Desde o momento em que seus membros caminham para o veículo de resgate até a entrada no veículo, há uma visível comunicação entre eles, por gestos, por olhares.
Hinkle escreveu: “Os reféns eram muito amigos do Hamas. Não admira que ISRAEL não os deixe falar com a imprensa!“
Em resposta à publicação, vários perfis na plataforma demonstram apoio à Palestina e oposição a Israel, especialmente devido aos bombardeios indiscriminados na Faixa de Gaza, onde já morreram mais de 13.702 no conflito, sendo 1.402 israelenses e 12.300 palestinos, este último número segundo o governo do Hamas.
“Israel mentiu sobre tudo“, disse repetidamente outro perfil, em resposta. “O mundo inteiro apoia a humanidade, apoia o povo da Palestina“, disse outro. Um terceiro dono de conta na rede social diz ainda que, “felizmente, uma imagem diz mais que mil palavras“.
Veja abaixo e leia mais a seguir:
O Hamas soltou neste domingo (26/11) 14 reféns israelenses, dentre eles um tinha cidadania russa e três eram tailandeses, todos sequestrados no ataque do grupo terrorista ao Estado judeu em 7 de outubro, quando começou a guerra, conforme escreveu o ‘g1‘.
As pessoas liberadas foram sendo encaminhadas a agentes da Cruz Vermelha, na fronteira de Gaza com o Egito.
Além disso, na tarde de hoje, o serviço penitenciário israelense também anunciou a soltura de 39 prisioneiros palestinos que estavam presos no país desde antes do início da guerra.
A libertação dos presos faz parte do acordo de trégua de quatro dias, que pode se estender até quarta-feira, a depender das negociações.
Desde o início da trégua, o Hamas libertou 58 reféns, e Israel soltou 117 palestinos.
O acordo de trégua entre Hamas e Israel começou a vigorar às 7h no horário local (2h em Brasília) de sexta-feira (24/11). O cessar-fogo vale no norte e no sul de Gaza, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores do Catar, que mediou o acordo.
O Catar disse que uma sala de operações em Doha monitora a trégua e a libertação dos reféns, e mantém linhas diretas de comunicação com Israel, com o escritório político do Hamas em Doha e com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
No sábado (25), o jornal israelense Haaretz declarou que o Hamas encontrou de 10 a 20 reféns que podem, potencialmente, ser libertos durante o acordo de trégua. Caso o cenário se concretize, a expectativa é que a trégua dure até quarta-feira (29/11).
Relembre o que aconteceu
Em 7 de outubro, homens armados do grupo terrorista Hamas atravessaram a cerca da fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel, mataram 1.200 pessoas e capturaram cerca de 240 pessoas, de acordo com os israelenses.
Nesse mesmo dia, Israel declarou guerra ao Hamas e começou a atacar a Faixa de Gaza. Cerca de 13 mil habitantes de Gaza foram mortos pelos bombardeios israelenses, cerca de 40% deles crianças, segundo autoridades de saúde palestinas, ligadas ao Hamas (esses números não foram checados por alguma entidade independente).
Os serviços de saúde palestinos disseram que tem sido cada vez mais difícil manter uma contagem atualizada, pois o serviço de saúde tem sido prejudicado pelos bombardeios israelenses.
Antes do cessar-fogo de sexta-feira (24), os combates estavam ainda mais intensos do que o normal. Jatos israelenses atingiram mais de 300 alvos, e tropas estavam envolvidas em combates ao redor de Jabalia, ao norte da Cidade de Gaza.
Um porta-voz do exército disse que as operações continuariam até que as tropas recebessem a ordem de parar. Do outro lado da cerca da fronteira em Israel, nuvens de fumaça podiam ser vistas pairando sobre a zona de guerra do norte de Gaza, acompanhadas por sons de tiros pesados e explosões estrondosas.
Israel diz que os combatentes do Hamas usam edifícios residenciais e outros prédios civis, inclusive hospitais, como cobertura. O Hamas nega.
A mídia palestina informou que pelo menos 15 pessoas morreram em ataques aéreos em Khan Younis, a principal cidade do sul de Gaza. A agência de notícias Reuters não conseguiu verificar de forma independente o número de mortos.



