Saiba o que muda: tratamentos mais baratos, manipulados em farmácias e com acesso ampliado para doenças graves: mudança pode acabar com dependência de importados caros? Entenda melhor esse assunto
Anvisa aprovou em 28/jan novas regras para cannabis medicinal no Brasil, permitindo cultivo por empresas com THC até 0,3% e manipulação em farmácias. Amplia acesso para dores crônicas, náuseas e espasticidade. Ciência aponta benefícios em alívio de sintomas, mas riscos como dependência e impairment cognitivo. Evidências de NIH e PubMed destacam efeitos positivos em sono e dor, negativos em saúde cardiovascular.
Brasília (DF) · 29 de janeiro de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na quarta-feira (28/jan), normas que cumprem determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ampliam o espectro de tratamentos à base de cannabis.
Essa medida, aguardada desde novembro de 2024, autoriza o cultivo controlado da planta por empresas, associações de pacientes e universidades, restrito a fins farmacêuticos e com teor de tetrahidrocanabinol (THC) limitado a 0,3% – o componente psicoativo não predominante.
A produção visa suprir medicamentos previamente autorizados, sob rigoroso monitoramento sanitário, conforme detalhado no Portal Gov.br, onde se enfatiza que “a produção deverá ser restrita ao teor de THC de até 0,3%, substância não psicotrópica”.
A resolução também inova ao permitir a manipulação de fitofármacos como o canabidiol em farmácias especializadas, expandindo vias de administração para incluir formas bucal, sublingual e dermatológica, além das tradicionais oral e nasal.
Essa flexibilização facilita o acesso para pacientes com prescrição médica, especialmente aqueles acometidos por dores crônicas, espasticidade muscular e náuseas induzidas por quimioterapia.
A regulação da publicidade de derivados visa coibir abusos. Cinco vias administrativas estão liberadas, potencializando tratamentos para condições como fibromialgia e esclerose múltipla.
No âmbito científico, a cannabis emerge como uma ferramenta multifacetada. Extraída da planta Cannabis sativa, ela abriga mais de 60 canabinoides, com THC e canabidiol (CBD) como protagonistas.
Estudos revisados pela Harvard Medical School explicam o papel do sistema endocanabinoide na regulação de funções como apetite, metabolismo, respostas imunológicas, inflamação, humor, estresse e mais.
Mais estudos da Harvard Health Publishing discutem evidências para redução de ansiedade (estresse), insônia, convulsões (incluindo epilepsia grave) e inflamação, com base em estudos clínicos e pré-clínicos.
E, ainda, em outra publicação, a Harvard Medical School aborda benefícios medicinais, incluindo redução de estresse, depressão, inflamação, convulsões e suporte ao sistema endocanabinoide em pacientes mais velhos.
Esses materiais da Harvard frequentemente citam revisões como o relatório de 2017 da National Academies, que reforça evidências moderadas para várias condições. Uma versão completa também está disponível com acesso gratuito, incluindo sumário e conclusões.
A Mayo Clinic corrobora. Uma publicação diz que a cannabis pode ajudar a tratar náuseas durante quimioterapia e reduzir espasmos musculares (como em esclerose múltipla). Outra descreve usos para aliviar sintomas como náuseas, dores crônicas (incluindo neuropáticas) e espasmos musculares em condições como esclerose múltipla. Uma terceira confirma eficácia para espasmos musculares dolorosos (ex.: esclerose múltipla), dor crônica e náuseas.
A Mayo Clinic é um dos maiores centros mundiais de pesquisa médica e educação, além de prestigiada organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos, reconhecida globalmente como o melhor hospital do mundo pela Newsweek e pelo ranking da Statista.
A World Health Organization (WHO) reconhece benefícios da cannabis em asma, glaucoma e estimulação de apetite em pacientes com HIV.

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