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Socialista António José Seguro vence extrema-direita e é o novo presidente de Portugal após vitória esmagadora

    Apuração mostra margem que oscila entre 66% e 71% dos votos, atualizada até as 21h30 (hora local), confirmando Seguro como o 21º Presidente da República Portuguesa, sucedendo Marcelo Rebelo de Sousa, que ocupou o cargo por uma década

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    António José
    António José Seguro erguendo o braço em celebração, ladeado por apoiadores com bandeiras portuguesas / Foto: Patricia de Melo Moreira/Bloomberg
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Lisboa (PT) · 08 de fevereiro de 2026

    O candidato socialista António José Seguro emergiu vitorioso na segunda volta das eleições presidenciais de Portugal, realizadas neste domingo (8/fev), com uma margem que oscila entre 66% e 71% dos votos, conforme projeções consolidadas, em um desfecho que reverbera como um marco na democracia lusitana.

    A conquista sepulta as aspirações do líder da extrema-direita, André Ventura, do partido Chega, que amargou cerca de 29% a 33%, bem como simboliza um repúdio coletivo ao discurso divisionista e uma afirmação de valores progressistas e inclusivos.

    A apuração, atualizada até as 21h30 (hora local), confirma Seguro como o 21º Presidente da República Portuguesa, sucedendo Marcelo Rebelo de Sousa, que ocupou o cargo por uma década.

    Em seu discurso de vitória, proferido em Lisboa, o eleito destacou a singularidade do momento: “Esta vitória não é ajuste de contas, mas é especial”, enfatizando o apego à democracia e agradecendo ao povo português, a quem chamou de “o melhor povo do mundo”.

    Do outro lado, Ventura reconheceu a derrota, mas projetou ambições futuras, afirmando uma “subida significativa” em votos e posicionando-se como líder da direita, com vistas a “liderar do espaço da direita em Portugal a partir de hoje”.

    A taxa de abstenção, estimada em torno de 50,73%, reflete um engajamento moderado, mas superior ao da primeira volta, sinalizando que o confronto polarizado mobilizou eleitores.

    Resultados regionais, como a vitória de Seguro no concelho da Nazaré com 67,41%, ou em distritos como Portalegre, Guarda e Vila Real, reforçam o domínio socialista em territórios tradicionalmente disputados.

    Felicitações vieram de diversas esferas: o atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa telefonou para parabenizá-lo, marcando uma reunião em Belém para transição; a Federação Portuguesa de Futebol, por meio de Pedro Proença, saudou o novo mandatário; e socialistas europeus, como Iratxe García Pérez, celebraram o triunfo como uma barreira ao extremismo.

    Os dias que antecederam essa expectativa foram marcados por uma campanha intensa, onde Seguro acumulou apoios transversais, da esquerda ao centro-direita, posicionando-se como antídoto ao radicalismo.

    Em 23 de janeiro, o Bloco de Esquerda aprovou indicação de voto em Seguro para “derrotar a extrema-direita”, ecoando apoios do PS, PSD, Iniciativa Liberal e CDS.

    Sondagens, como a da Correio da Manhã, previam 69,3% para Seguro, enquanto Ventura buscava atrair eleitores conservadores. No dia da votação, Seguro apelou ao sufrágio em clima ameno: “É o momento em que o povo é soberano”, contrastando com alertas prévios, como em 14 de janeiro, quando pediu vitória na primeira volta para travar a extrema-direita.

    A imprensa internacional, segundo a SIC Notícias, destacou a “surpresa” de Seguro e o duelo com a “direita radical“.

    História política portuguesa

    Remontando à história política de Portugal, o embate entre esquerda e direita remete aos primórdios do liberalismo no século XIX, com a Revolução Liberal de 1820 e a Monarquia Constitucional, onde liberais progressistas (esquerda) confrontavam conservadores monárquicos (direita).

    A Primeira República (1910-1926) acentuou divisões, com republicanos de esquerda promovendo reformas laicas contra forças conservadoras. O Estado Novo (1933-1974), regime autoritário de direita sob António de Oliveira Salazar, suprimiu oposições, mas fomentou resistências à esquerda.

    A Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974, liderada pelo Movimento das Forças Armadas, derrubou a ditadura, inaugurando a democracia com polarização: esquerda (Partido Socialista, Partido Comunista Português) defendendo socialismo e redistribuição, versus direita (Partido Social Democrata, Centro Democrático e Social) priorizando liberdades individuais e economia de mercado.

    Conflitos culminaram na vitória moderada em novembro de 1975, consolidando um sistema multipartidário.

    Nos anos recentes, o surgimento do Chega em 2019 intensificou o eixo, com a extrema-direita desafiando o consenso democrático, como visto nestas presidenciais. Essa trajetória ilustra como Portugal, influenciado pela dicotomia francesa pós-1789 – onde esquerda simbolizava mudança e igualdade, direita ordem e tradição –, evoluiu para um equilíbrio onde coalizões transversais, como a atual contra o extremismo, definem rumos.

    A vitória de Seguro, um “socialista de sempre” que será “Presidente de todos”, segundo o líder do PS, reforça esse legado de diálogo.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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