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Demissão ‘ideológica’ de diretor da Niterói na Alerj não impede a “chegada da Primavera”, diz perfil

Carnavalesco da escola que vai homenagear Lula tinha cargo na Comissão de Transportes e exoneração foi assinada por deputado do PL

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Luiz Inácio
Luiz Inácio Lula da Silva (centro), Wallace Palhares (direita) e membro da diretoria da Acadêmicos de Niterói posam com a bandeira da escola de samba / Foto: Ricardo Stuckert

RESUMO
 
URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO
 


Brasília (DF) · 08 de fevereiro de 2026

Em um episódio que entrelaça cultura popular e tensão partidária, Wallace Palhares, presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, foi exonerado de seu posto como assistente na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na quinta-feira (05/fev).

A decisão, assinada pelo deputado Guilherme Delaroli (PL), então 1º vice-presidente em exercício, foi publicada no Diário Oficial Legislativo e gerou especulações sobre retaliação política, especialmente pelo enredo da agremiação que exalta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A Acadêmicos de Niterói, agremiação sediada na cidade homônima e estreante no Grupo Especial do carnaval carioca, optou pelo tema “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que narra a trajetória do líder petista desde suas origens sindicais até a presidência.

Fundada em 1992 como bloco carnavalesco e elevada a escola de samba em 2005, a entidade conquistou o título da Série Ouro em 2025, garantindo ascensão à elite dos desfiles na Marquês de Sapucaí.

Palhares ocupava o cargo na Comissão de Transportes da Alerj desde o ano anterior, com remuneração líquida de R$ 2.353,21 em janeiro, acrescida de benefícios, totalizando R$ 7.961,34 – valor quase triplo de meses anteriores, conforme dados oficiais divulgados pela Casa.

A assessoria de Delaroli justificou a medida como parte de uma “transição para aprimorar a gestão”, mas fontes internas apontam para descontentamento com o enredo pró-Lula, visto como provocativo em um ambiente dominado por aliados bolsonaristas.

Exclusivamente reportado pela VEJA, circulavam rumores de que Palhares atuava como servidor fantasma, sem cumprir funções regulares, o que intensificou a controvérsia.Já a A Tribuna RJ destacou nos bastidores da Alerj a percepção de punição direta pela homenagem, sem motivação oficial explicitada.

A escola, por sua vez, reafirmou a manutenção do enredo, enfatizando a liberdade artística no carnaval. A diretoria declarou que o desfile “se insere no campo da liberdade de expressão”, segundo o portal Poder360.

Nas redes sociais, a notícia da “demissão ideológica” motivou comentários como “eles podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a chegada da primavera”.

 


A frase, adotada como símbolo de resiliência, ganhou proeminência na política do Partido dos Trabalhadores (PT) graças ao próprio Lula.

Pronunciada por ele em 7 de abril de 2018, durante discurso em São Bernardo do Campo horas antes de sua prisão na Operação Lava Jato, a expressão serviu para acalmar apoiadores desolados, projetando otimismo em meio à adversidade.

Inspirada no poeta chileno Pablo Neruda – pseudônimo de Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, Nobel de Literatura em 1971 –, a máxima é uma variante de ideias presentes em sua obra, como em poemas que metaforizam a opressão e a renovação inevitável.

Embora atribuída por vezes a Che Guevara ou Octavio Paz em contextos revolucionários, o autor legítimo é Neruda, cujo legado anti-imperialista ressoou nas lutas latino-americanas.

No PT, ela evoluiu para emblema de resistência, reaparecendo em discursos de Lula durante a Marcha das Margaridas em agosto de 2023, onde afirmou: “Jamais resistirão à chegada da primavera”, e em campanhas eleitorais, simbolizando a persistência contra retrocessos.

Fontes como a Folha de S.Paulo e o Brasil de Fato confirmam sua adaptação por Lula, transformando-a em ferramenta retórica para mobilizar bases petistas.

Apesar do imbróglio, o desfile da Acadêmicos de Niterói está confirmado para abrir a primeira noite do Grupo Especial, no domingo, 15 de fevereiro de 2026, às 22h, na Marquês de Sapucaí, conforme sorteio da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), reportado pelo g1.

Convidados como a Primeira-Dama do Brasil e socióloga Rosângela Lula Silva já confirmaram presença, e especula-se a participação de Lula, embora não oficializada.

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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1 comentário em “Demissão ‘ideológica’ de diretor da Niterói na Alerj não impede a “chegada da Primavera”, diz perfil”

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