“O que eles chamam de “modernização” é arrancar os pobres do orçamento e manter os privilégios do ricos e do mercado“, afirma o deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores, sobre texto do ex-ministro da Fazenda, na sempre suspeita Veja
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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) reagiu com energia, em suas redes sociais, a uma matéria publicada na revista Veja, sob o endosso de Maílson da Nóbrega – ex-ministro da Fazenda durante o governo José Sarney, na época da hiperinflação do fim dos anos 1980.
O blogueiro da mídia, Nóbrega, intitulou seu artigo como PT: o desafio da modernização – É preciso mirar-se na evolução da esquerda europeia.
A frase, destacada pela mídia de modo a chamar a atenção dos leitores, por si só explica a reação do parlamentar petista, que debochou: “Agora vai! Até Maílson da Nóbrega, nome tradicional do conservadorismo, quer dar lições sobre como o PT e a esquerda devem agir“.
Eu seu texto, o ex-ministro chama de desinformação a fala da Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, sobre os “dois anos de sabotagem do bolsonarista Campos Neto, a serviço de quem o colocou lá”, referindo-se ao inelegível até 2030 Jair Bolsonaro (PL). Nóbrega acrescenta que as afirmações da deputada federal pelo Paraná foi carregada de “diatribes” (discurso violento e injurioso).
Em seu pensamento sobre o tema, Maílson da Nóbrega transcreve de modo tendencioso, na sempre suspeita Veja, que Gleisi “pode gerar crenças em ideias econômicas equivocadas“.
“O PT tem mostrado que pensa como sua líder [Gleisi Hoffmann]. Desde que nasceu (1980), professa visões anticapitalistas. Acusa o BC [Banco Central] de estar a serviço de bancos. Acredita que o gasto público é a fonte básica do crescimento (é a produtividade!)”, escreveu o ex-ministro de Sarney, antes de reproduzir uma fala da ex-presidente golpeada em 2016, Dilma Rousseff (PT): “Gasto é vida”.
A publicação na Veja, a mídia que mais perseguir o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o estadista sempre afirmou, diz que “o PT poderia estudar com interesse a evolução do pensamento dos partidos de esquerda europeus“.
Nóbrega argumenta que após a Segunda Guerra Mundial, mudanças econômicas e sociais na Europa levaram à revisão das propostas da esquerda, destacando o crescimento do setor de serviços e a diminuição dos trabalhadores industriais, que eram a base de apoio dos partidos de esquerda. O ex-ministro escreve que “a esquerda modernizou o pensamento econômico e consagrou, em seu ideário, a democracia e a economia de mercado sob regulação do Estado“. E espeta sobre “o resultado das eleições [municipais brasileiras]”, explanando que “o partido precisa renovar as lideranças e as ideias econômicas”.
Nóbrega argumenta ainda que, na Espanha, a motivação para reformas foi a candidatura ao Mercado Comum Europeu, visando a estabilidade econômica e o crescimento. E que na Grã-Bretanha, derrotas mantiveram os trabalhistas fora do poder por dezoito anos, levando à necessidade de conquistar o eleitorado de centro. E ainda que líderes como Felipe González (ex-presidente da Espanha) e Tony Blair (ex-primeiro-ministro do Reino Unido) “promoveram reformas, incluindo privatizações, e lideraram períodos de prosperidade“.
Depois, Nóbrega afirma que o fato de o PT não ter se saído “muito bem nas eleições municipais (…) pode sugerir que precisa renovar suas lideranças e abandonar ideias econômicas carcomidas“. As palavras do ex-ministro na revista Veja foram estranhamente agressivas para Lindbergh Farias, que, neste sentido, e colocando implicitamente a dúvida quanto ao portal onde o artigo foi postado, o parlamentar questiona: “Desde quando Maílson está preocupado com os rumos do PT? “
Na tese Lula em capas da revista Veja: um estudo semântico-cognitivo em perspectiva ecológica, postada no portal da UFBA (Universidade Federal da Bahia) sob o endosso de Lorenna Oliveira dos Santos, a autora diz que “inicialmente, conceptualizamos/categorizamos Lula como político, mas a multimodalidade das diversas capas nos permitiu outras interpretações (objeto, criminoso, inimigo, granada, líder, prisioneiro etc.)“.
“Esse deslocamento de sentido opera como uma desordem, que, posteriormente, origina nova organização que pode se tornar um conhecimento dentro de determinado contexto. Somado a isso, as conceptualizações apresentadas revelaram um padrão de organização tanto do gênero da linguagem capa quanto da construção de um frame de Lula através da mídia tradicional“, completa Santos.
Lindbergh Farias finaliza seu estarrecimento na plataforma social de microblog afirmando que Maílson da Nóbrega “sabe que a adoção de um ajuste fiscal radical em cima dos mais pobres é assinar nosso atestado de óbito político. É isso que ele quer! O que eles chamam de “modernização” é arrancar os pobres do orçamento e manter os privilégios do ricos e do mercado“.
Agora vai! Até Maílson da Nóbrega, nome tradicional do conservadorismo, quer dar lições sobre como o PT e a esquerda devem agir. Desde quando Maílson está preocupado com os rumos do PT? Ele sabe que a adoção de um ajuste fiscal radical em cima dos mais pobres é assinar nosso…
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) November 10, 2024
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