Conexões internacionais do financista acusado de tráfico sexual ganham novo capítulo com arquivos desclassificados que expõem laços com o Brasil e interesses em negócios locais
Brasília (DF) · 12 de fevereiro de 2026
Documentos recém-liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos lançam luz sobre as intrincadas relações internacionais de Jeffrey Epstein, o financista americano condenado por crimes sexuais que faleceu em 2019.
Embora a mídia norte-americana não tenha enfatizado o aspecto, relatórios baseados nos arquivos indicam que Epstein possuía um CPF (Cadastro de Pessoa Física) ativo no Brasil, emitido em 2003 e ainda regular, conforme verificado pela Receita Federal brasileira.
De acordo com análises dos arquivos divulgados sob a Epstein Files Transparency Act, aprovada pelo Congresso dos EUA em novembro de 2025 e assinada pelo presidente Donald Trump, Epstein demonstrava interesse em expandir suas operações para o Brasil.
Um e-mail de outubro de 2016, trocado com Ramsey Elkholy, discute a aquisição de agências de modelos brasileiras, incluindo a Ford Models.
“Aprovo o acordo de confidencialidade para negociar termos com a Ford Models”, escreveu Epstein, conforme extraído dos documentos do Departamento de Justiça.
Fontes destacam que Epstein aprovou termos para negociações com agências locais, revelando uma rede de contatos que ia além do turismo. Um depoimento do financista ao FBI menciona um “grande grupo brasileiro” em contexto de visitas e arranjos, com redações que sugerem envolvimento em atividades questionáveis.
“Amigos de amigos. Grande grupo brasileiro”, anota o documento, sem especificar identidades.
Os arquivos também aludem a mensagens sobre cidadania brasileira, embora não haja registro de naturalização.
A confirmação do CPF pela Receita Federal – possível para estrangeiros via procurador – adiciona camadas a essas conexões, sugerindo planejamento fiscal ou operacional no país.
Nenhum meio de comunicação dos EUA, como CNN ou ABC News, reportou diretamente o CPF, focando em transações financeiras e co-conspiradores.
Contudo, os documentos subjacentes, disponíveis no site do Departamento de Justiça, corroboram interesses em mercados emergentes como o Brasil.
Essas revelações surgem em meio a uma série de liberações, com a última em 23 de dezembro de 2025, detalhando investigações pós-prisão de Epstein.
O foco em potenciais cúmplices, incluindo buscas na Flórida, Boston e Nova York, sublinha a amplitude da rede.

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