Número de pessoas equivale à população do Equador: Ascensão social em ritmo inédito redefine o mapa das classes no Brasil: renda do trabalho e políticas inclusivas impulsionam maior patamar de mobilidade em décadas
Estudo da FGV revela que 17,4 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2022 e 2024, ascendendo às classes A, B e C – volume equivalente à população do Equador. Isso elevou a participação dessas classes para 78,18%, o maior patamar desde 1976. O ritmo foi 74% superior ao de 2003-2014, impulsionado por renda do trabalho e programas sociais como Bolsa Família.
Brasília (DF) · 13 de janeiro de 2026
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) demonstra que, entre 2022 e 2024, 17,4 milhões de indivíduos emergiram da linha da pobreza, integrando-se às classes A, B e C.
Essa migração em massa, equivalente à população total do Equador, redefine o panorama socioeconômico nacional e estabelece o patamar mais elevado de participação nessas camadas desde o início da série histórica em 1976.
O relatório, fundamentado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registra que o segmento ABC atingiu 78,18% da população em 2024, com um incremento de 8,44 pontos percentuais em relação a 2022.
A classe C, isoladamente, abarca 60,97% dos brasileiros, enquanto A e B somam 17,21%.
Em contrapartida, as classes D e E alcançaram seus mínimos históricos: 15,05% e 6,77%, respectivamente.
O que impulsiona essa dinâmica acelerada?
A análise da FGV Social destaca a renda oriunda do trabalho como o vetor primordial, complementado por iniciativas de proteção social como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
De fato, o ritmo de mobilidade observado nesse biênio supera em 74% o verificado entre 2003 e 2014, outra era de notável progresso social.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em publicação no X, celebrou o feito: “Este resultado é fruto de uma economia forte que gera mais empregos, renda e oportunidade para os trabalhadores. De um governo que está sempre do lado do povo brasileiro”.
O otimismo governamental é reforçado por dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que enfatiza o papel das políticas inclusivas na consolidação dessa tendência.
Contudo, o estudo não ignora nuances regionais. Embora o avanço seja nacional, regiões como o Nordeste exibem ganhos expressivos, com redução da pobreza extrema e elevação da renda domiciliar per capita em até 26,7% entre 2012 e 2024, segundo relatório complementar da FGV.
Segundo dados da FGV Social divulgados em maio de 2025, estima-se que 6 milhões saíram da miséria extrema nos últimos dois anos, caindo para 6,8% da população.
Especialistas alertam para a necessidade de sustentabilidade. Marcelo Neri, coordenador da FGV Social, sublinha em entrevistas que a recuperação pós-pandemia e a expansão de programas sociais foram cruciais, mas a manutenção depende de crescimento econômico contínuo e investimentos em educação e qualificação profissional.
Essa ascensão não é mero estatístico; representa famílias com acesso ampliado a bens de consumo, educação superior e mobilidade urbana, alterando o tecido social do país.
Para o trabalhador, ascender sem perder benefícios implica equilibrar emprego formal com auxílios transitórios, fomentando uma transição gradual.
Em síntese, o Brasil de 2024 emerge como nação mais equânime, onde o esforço coletivo entre governo, mercado e sociedade pavimenta caminhos para prosperidade duradoura.

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