YouTube manda Leda Nagle apagar vídeos pró-kit Covid de seu canal: “Estou sendo muito injustiçada”

14/05/2021 0 Por Redação Urbs Magna

Jornalista recentemente foi motivo de polêmica após compartilhar fake news de que Lula e o STF tinham um plano para assassinar Bolsonaro

A jornalista bolsonarista Leda Nagle fez uma limpa em seu canal no YouTube, onde tem entrevistas exclusivas com o presidente e seus três filhos políticos Bolsonaros. Ela disse que deletou uns 60 vídeos: “O YouTube me ‘pediu’ para apagar as lives que falassem de tratamento precoce, prevenção, hidroxicloroquina e ivermectina“, disse à Folha de S. Paulo via mensagem de WhatsApp. Nagle interpretou o pedido como uma ordem.

“Vou ser mega sincera contigo. O YouTube me procurou e recomendou que eu seguisse as novas diretrizes da plataforma. Na verdade estou sendo muito injustiçada com estas reportagens e observações tentando me associar à CPI da Covid etc.”

Algumas conversas com o toxicologista Anthony Wong, morto no início deste ano, a oncologista Nise Yamaguchi e a médica Lucy Kerr, todos defensores de remédios sem eficácia comprovada para tratar a Covid-19, tiveram que ser apagados: “Tive que apagar, é mais ou menos assim. Quando você resolve crir um canal numa rede social, é como se você construísse uma casa num terreno alugado. E de repente o dono do terreno quer de volta um pedaço desse terreno, onde você já construiu algunss cômodos da casa, e você tem que demolir essas partes construídas.”

Nagle disse que colocará as “entrevistas mais polêmicas, proibidas” pelo YouTube em seu site pessoal: “Eu sou jornalista faz tempo. 48 anos. Passei pela ditadura. Nunca tive que tirar do ar nenhuma entrevista que fiz. Me senti péssima, achei atitude muito desrespeitosa para comigo e para com meus entrevistados, todos eles muito qualificados. Sou a favor do jornalismo plural, que admite ouvir o contraditório“, afirmou à Folha sem dar a mínima para o fato de serem drogas não recomendadas.

A plataforma anunciou que derrubaria conteúdos que respaldassem tratamentos considerados ineficazes contra a doença pela ampla maioria da comunidade científica. Em fevereiro, encerrou o canal bolsonarista Terça Livre, do investigado pela Polícia Federal, Allan dos Santos, suspeito de propagar fake news.

Em abril, Nagle disseminou notícia falsa de que Lula e o STF tinham um plano para matar Bolsonaro. Pediu desculpas e disse que errou durante transmissão ao vivo para um grupo fechado que ela mantém batizado Clube da Notícia, no qual ela debate o noticiário com seguidores que assinam o serviço.

Várias lives do clube foram excluídas por ela na recente leva de vídeos apagados de seu canal.

O YouTube diz que expandiu suas diretrizes para lidar com a desinformação médica “como parte de nosso trabalho contínuo para apoiar a saúde e o bem-estar da comunidade de usuários”.

A menos que haja contexto educacional, documental, científico ou artístico suficiente, a plataforma irá remover vídeos que recomendam o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para o tratamento ou prevenção da Covid-19, fora dos ensaios clínicos, ou que afirmam que essas substâncias são eficazes e seguras no tratamento ou prevenção da doença”, afirmou o site, em nota.


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