Xi Jinping diz que “arrogância e ódio são motivos para alarme. Indireta para o Brasil?

26/01/2021 0 Por Redação Urbs Magna

Enquanto o presidente brasileiro se negou a participar da edição online do Fórum Econômico Mundial, cujos painéis estão debatendo o impacto da pandemia na economia, o presidente da China se destacou ao defender o entendimento entre os países por meio de acordos para fortalecer o multilateralismo

Presidente da República Popular da China, Xi Jinping. FOTO: Marcos Corrêa/ABr

Xi Jinping destacou, na abertura do evento, que o ódio e a arrogância são motivos de alarme e que sanções, isolamento e uma nova guerra fria só levaram para o confronto. Enquanto Bolsonaro se negou a participar da edição 2021 online do Fórum Econômico Mundial de Davos, o presidente da China se sobressaiu hoje por seu tom conciliador e defensor do multilateralismo para resolver os problemas globais.

O Fórum, que teve início hoje, acontece neste ano de forma virtual devido à pandemia de coronavírus e os painéis deverão durar até a próxima sexta-feira (29) em debates sobre como a covid-19 trará impactos da economia sobre as sociedades do mundo.

“Construir pequenos círculos, começar uma nova guerra fria, impor sanções ou criar isolamento só empurrará o mundo para a divisão e o confronto”, disse Jinping.

“Não podemos enfrentar desafios comuns em um mundo dividido. O confronto nos levará a um beco sem saída”, afirmou.

O discurso faz referência aos conflitos estabelecidos nos últimos, entre os EUA e a China, durante a gestão de Donald Trump, que acirrou disputas comerciais e políticas nas quais teve o apoio do presidente brasileiro Jair Bolsonaro – um de seus maiores erros no trato com o maior parceiro comercial do Brasil.

Xi Jinping defendeu o multilateralismo como forma de atenuar os efeitos da pandemia sobre a economia e defendeu uma governança econômica global por achar que problemas inerente a vários países não podem ser resolvidos por apenas um.

O líder chinês também defendeu a ONU (Organização das Nações Unidas) – órgão que foi criticado algumas vezes pelos ex-presidentes americano e brasileiro, a OMC (Organização Mundial do Comércio) e a OMS (Organização Mundial da Saúde) na atuação conjunta contra os problemas principais que estão sendo discutidos no evento.

“A gestão global da saúde pública precisa ser aprimorada. A terra é a nossa única casa. Nenhum problema global pode ser resolvido por qualquer país sozinho. Deve haver ação global, resposta global e cooperação global”, afirmou Xi Jinping.

O presidente da China disse ainda que os países devem evitar se intrometer nos assuntos das outras nações.

O secretário-geral da ONU, António Guterrez, afirmou que é preciso criar um novo contrato social para que as pessoas vivam com dignidade, além de também defender o multilateralismo e a sustentabilidade.

“Se existe uma palavra que caracteriza o mundo atualmente é ‘fragilidade’. Vemos fragilidade e divisão na política internacional. Precisamos de uma economia global que respeite as leis internacionais. Precisamos de uma recuperação sustentável, sem guerras e sem catástrofes ambientais” afirmou Guterrez.

O presidente do Brasil repete a ausência do ano passado na edição do Fórum deste ano. Albérto Fernández, da Argentina, confirmou sua participação, assim como Ângela Merkel, da Alemanha e Tedros Adhanom – o etíope biólogo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde desde 2017.

O vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, que é presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal – órgão do governo federal que traz como lema em sua página na internet a frase ‘Proteger e Preservar a Amazônia É Proteger O Brasil’, participará de um dos painéis do evento, na quarta-feira (27), cujo tema será ‘Financiando a Transição da Amazônia Para Uma Bioeconomia Sustentável.

A participação de Mourão no painel está programada para ocorrer no mesmo dia que também estarão presentes o presidente da Colômbia, Iván Duque, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, o presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Mauricio Claver-Carone, além dos CEOs da Vale S.A., Eduardo Bartolomeo, e do Itaú Unibanco, Candido Botelho Bracher.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, a ministra da Agricultura, Tereza Christina e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o governador do Estado de São Paulo, João Doria, também confirmaram suas presenças em outros debates do Fórum Econômico Mundial 2021.

*Com informações da CBN

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