‘Um asno a cavalo’ galopa para o golpe, mas o passo pode ser em falso, escreve editor de site

31/05/2020 0 Por Redação Urbs Magna

Et Urbs Magna – “Montado em cavalo, Bolsonaro cumprimenta apoiadores durante manifestação pró-governo em Brasília”, escreveu o Estadão na tarde deste domingo (31).

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Na manifestação, críticas ao STF, pedidos de intervenção militar e na Corte, que tem sido alvo de ataques do presidente e apoiadores após os mandados de busca e apreensão a bolsonaristas investigados no inquérito das “fake news”.  

Bolsonaro trocou apertos de mão, posou para fotos e pegou crianças no colo. Sem máscara. Seu uso é obrigatório em locais públicos no DF e sanitaristas recomendam o distanciamento social. Nada disso ocorreu e o Brasil acumula 28.834 óbitos.

Bolsonaro sobrevoou a Esplanada e depois o helicóptero pousou próximo ao Planalto, de onde o presidente seguiu a pé até os manifestantes.

Fernando Brito, do Tijolaço, escreveu em seguida:

“Jair Bolsonaro deu hoje mais um passo para o golpe. Talvez, porém, um passo em falso, porque está evidente que Bolsonaro está provocando o confronto, bem simbolizado na entrada a cavalo na Praça dos Três Poderes. É evidente para todos que Bolsonaro tem consigo uma minoria. Expressiva, aguerrida, fanática, mas ainda assim uma minoria.

Contra ele, uma oposição que, até aqui, vinha tímida, clara e que, neste final de semana , colocou a cara com vários movimentos. Que, nos dois últimos dias, se excitou com as imensas manifestações antirracistas nos Estados Unidos e acabou mostrando que, mesmo em meio à pandemia, a rua é o único lugar da política.

Preparem-se porque, em poucos dias, elas voltarão, mesmo com a flagrante opção da polícia – bolsonaristíssima – de reprimir as manifestações antigoverno, enquanto organiza e apoia as marchas fascistas, sem que elas tenham – ainda- nenhum. De seu lado, a conversa fiada de Bolsonaro de dar “passos atrás”, se ainda convencia alguém, mostrou-se totalmente mentirosa.

Ele quer o confronto violento e, ao que parece, o terá. Não adianta que Bolsonaro avance a cavalo seguido por sua tropa de zumbis, haverá resistência, e crescente. A declaração do decano do STF, Celso de Mello, indica que será feita em nome da Justiça, com toda a legitimação que isso traz. Sem meias palavras quanto à natureza nazista do que estamos vivendo:

“Guardadas as devidas proporções, o ‘ovo da serpente’, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933) parece estar prestes a eclodir no Brasil”, diz ele. “É preciso resistir à destruição da ordem democrática, para evitar o que ocorreu na República de Weimar quando Hitler, após eleito pelo voto popular e posteriormente nomeado pelo presidente Paul von Hindenburg como chanceler da Alemanha, não hesitou em romper e em nulificar a progressista, democrática e inovadora Constituição de Weimar, impondo ao país um sistema totalitário de Poder”

É disso que se trata: da implantação de uma ditadura nazista. Em plena epidemia, não demora que as ruas se encham. Até agora, era apenas a legião de zumbis. Não será mais ela, apenas”

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