Tornou-se comum entre comentaristas políticos de Portugal chamar Bolsonaro de “cafajeste”

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, durante econtro com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em janeiro de 2019 | REUTERS/Ricardo Moraes

“Quando um português ouve alguém com sotaque do Brasil fala logo sobre o horror que tem do presidente brasileiro”, escreve o repórter Vicente Nunes

Tornou-se comum na tevê portuguesa, em especial entre comentaristas políticos, chamar o presidente Jair Bolsonaro de cafajeste” afirma o repórter Vicente Nunes, no Correio Braziliense. “Na verdade, ninguém economiza nos adjetivos negativos quando a referência é o líder brasileiro“, prossegue.

As críticas a Bolsonaro se intensificaram depois que ele cancelou um almoço que teria com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Souza, em Brasília, na última segunda-feira (4/7). O nível de intolerância com o brasileiro aumentou muito“, escreve Nunes.

De acordo com o repórter brasileiro, “não é só na tevê que o repúdio a Bolsonaro é enorme. Nas ruas, nos bares, nos restaurantes, nas filas de supermercado isso também é explícito. Quando um português ouve alguém com sotaque do Brasil fala logo sobre o horror que tem do presidente” Bolsonaro.

Nunes lembra que, “no entanto, que, nas últimas eleições, Portugal deu mais de 7% dos votos no Parlamento a representantes do Chega, partido de extrema direita, que segue a mesma cartilha de Bolsonaro. De uma passaram a ter 12 cadeiras, tornando-se a terceira força política do Congresso“.

O líder do Chega, André Ventura, era comentarista esportivo e viu no discurso extremista, de xenofobia e defesa da família e dos bons costumes, uma avenida para crescer politicamente, já que parcela importante da Europa está cada vez mais conservadora e contra a imigração“, pontua Nunes.

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