‘The Guardian’ diz que Governo Bolsonaro é mistura de desqualificados, lunáticos e perigosos

02/01/2020 3 Por Redação Urbs Magna

Última atualização em 25/03/2020 às 17:44h GMT

Filipe Martins, Roberto Alvim, Sérgio Camargo e Dante Mantovani, para não falar do próprio Bolsonaro e seus filhos, são os destaques da mídia inglesa: “Eles parecem ter sido escolhidos pelo seu QI: isto é, seu quociente de imbecilidade, incapacidade, idiotice, incompetência ou impiedade”. Foi publicado no The Guardian.

capa The Guardian – Jair Bolsonaro – Fotomontagem Et Urbs Magna

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A mídia inglesa diz que Bolsonaro e seus filhos, que adoram armas, estiveram envolvidos em vários escândalos no primeiro ano no Governo, com muita matéria jornalística abordando sua excentricidade e ideias extremistas. Os ministros também não ficaram de fora do tradicional jornal, que fala especialmente do ministro das Relações Exteriores, que insiste que a mudança climática é uma trama marxista, e o ministro da Educação, que gosta de tuitar sobre o hábito de seu cão de defecar nos principais jornais do Brasil.

Diga o que quiser sobre Bolsonaro, é preciso reconhecer seu raro talento de … escolher as pessoas mais desqualificadas, lunáticas e / ou perigosas para empregos”, destacou o The Guardian sobre matéria do jornalista Mauro Ventura. “Como alguém disse, eles parecem ter sido escolhidos pelo seu QI: isto é, seu quociente de imbecilidade, incapacidade, idiotice, incompetência, ineptidão ou impiedade“, publicou o jornal, que passou a destacar os profissionais da imprensa brasileira e suas reações ao governo.

Por exemplo, The Guardian publicou comentário de Monica de Bolle sobre a natureza “totalmente louca e fundamentalista” de Bolsonaro. “Eles não estão procurando pessoas que tenham conhecimento, mas pessoas que são leais“, disse De Bolle.

Em seguida, o jornal inglês apresentou os 4 subordinados de Bolsonaro que, segundo a mídia, ninguém nunca ouviu falar na vida: O Assessor Especial da Presidência Filipe G. Martins, “31 anos, que quase não possuía experiência em política externa. No entanto, seus laços estreitos com dois dos filhos de Bolsonaro o ajudaram a transformá-lo em um dos homens mais influentes do Brasil e conquistaram um escritório a poucos metros do de Bolsonaro.”

Filipe G. Martins

Assessor-chefe adjunto da Assessoria Especial do Presidente da República

Assim como os filhos de Bolsonaro, Martins é um discípulo do escritor e teórico da conspiração Olavo de Carvalho e se diverte ao criticar esquerdistas, feministas, “globalistas” e jornalistas nas mídias sociais. Ele também é fã de Steve Bannon, apelidado de “Sorocabannon”, devido às suas origens na cidade brasileira de Sorocaba e admiração pelo ex-estrategista de Trump“, escreveu o The Guardian acrescentando que, “como em muitos bolsonaristas, Martins se diverte com as controvérsias e usa frases de efeito “Deus Vult ” e slogans da era do General Franco para alfinetar seus críticos” . O TG também comenta sobre quando a Seleção de Futebol do Brasil perdeu para a Bélgica na Copa de 2018 e Martins “classificou o país europeu de “Babel moderna”. Em seguida, o TG diz que “Martins também gosta de conspiração: no ano passado acusou a CNN e o New York Times de cumplicidade em uma campanha que, segundo ele, promovia pedofilia

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The Guardiam também escancarou Roberto Alvim: “um dramaturgo de profissão, Alvim já recebeu um prêmio por uma produção de The Room, de Harold Pinter. Mas antes de ser nomeado secretário de cultura em novembro, o diretor de 46 anos era mais conhecido por insultar a grande dama do teatro brasileiro, a atriz indicada ao Oscar Fernanda Montenegro, como esquerdista “sórdida”. Segundo o TG, “esse ataque enfureceu os brasileiros, mas valeu a ele os afetos de Bolsonaro – e um emprego como chefe de cultura do Brasil.

Roberto Alvim

The Guardian destacou a biografia de Roberto Alvim, disponível na web: “Aos 22 anos, Alvim abandonou uma carreira promissora para passar por “um processo de descoberta interior através de práticas de meditação, quando foi parar em uma cabana no Nordeste do Brasil, sem água, comida ou contato humano por 21 dias. Em seguida, voltou ao teatro e declarou ter encontrado Deus em 2017, num processo de cura milagrosa para um câncer que quase lhe custou a vida, diz o TG e, de acordo com a mídia, Alvim teria declarado recentemente que “foi uma intervenção direta de nosso Senhor Jesus Cristo“.

Alvim ocupou a Secretaria Especial da Cultura

De acordo com o The Guardian, “Alvim disse que sua nova fé o converteu em um bolonarista incondicional. Em postagens recentes no Facebook, ele criticou os oponentes de seu líder como “baratas”, criticou os “bastardos” do Greenpeace e acusou o mundo artístico “podre” e “demoníaco” do Brasil de demonizar injustamente Bolsonaro.

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The Guardian passa a bola da vez para Sergio Camargo, “o homem escolhido para administrar a fundação do governo que promove a cultura negra. O jornal diz que Camargo “pediu que o Dia da Consciência Negra do Brasil fosse descartado e classificou muitas das celebridades e artistas negras mais conhecidas do Brasil como parasitas da raça“.

Sergio Camargo

TG continua sua crítica: “O mais notável é que ele já chamou um dos compositores de samba mais célebres do Brasil, Martinho da Vila, de “um vagabundo que deveria ser enviado para o Congo”. Camargo, que também é negro, encontrou alvos para seus insultos além das fronteiras do Brasil, incluindo a ativista americana de direitos civis Angela Davis, a quem chamou de “mentirosa” e “bruxa”. TG segue dizendo que, “nas redes Camargo se descreve como um “negro de direita” que se opõe à “vitimização e ao politicamente correto”, tendo afirmado que “a escravidão foi terrível, mas benéfica para os descendentes“.

Presidente da Fundação Palmares no Governo Bolsonaro

Ainda sobre Camargo, TG diz que, “após indignação pública e contestação legal, a nomeação de Camargo foi suspensa . Mas Bolsonaro disse esperar que a decisão possa ser anulada, chamando Camargo de uma pessoa “excelente”.

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O maestro clássico de extrema direita e o YouTuber presidindo o órgão governamental encarregado de políticas de artes visuais, música e dança alegaram que a União Soviética se infiltrou na CIA para distribuir LSD em Woodstock. “O rock ativa drogas que ativam o sexo, ativando a indústria do aborto”, afirmou Mantovani, observando que John Lennon havia dito que fez um pacto com o diabo.

Mantovani disse que o Metallica era bom para manter os motoristas acordados, mas chamou os grandes brasileiros Caetano Veloso e Gilberto Gil e a estrela pop Anitta de “aberrações” por representar o Brasil como um “tipo de bordel”. Tomando posse, ele alegou que o Brasil devia sua cultura a Portugal, que “civilizou” em vez de “colonizou” sua terra natal.

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