Temendo Boulos, PL e Bolsonaro já discutem rifar Salles de pré-candidatura à prefeitura de São Paulo

Relator da CPI do MST, Salles pressiona para ter apoio do partido, mas a sigla já mandou recados de que deve rifá-lo por avaliar que sua candidatura turbina Boulos

Á esquerda, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) – Foto de Igo Estrela/Metrópoles | ao lado, o deputado federal Ricardo Salles (PL-SP) – Foto de Lula Marques | Ao fundo, a vista aérea do edifício sede da prefeitura de São Paulo – Foto de Cesar Ogata/SECOM | Sobreposição de imagens

O Partido Liberal, no qual é filiado Jair Bolsonaro, bem como o próprio ex-presidente, estão mapeando potenciais candidatos para as eleições municipais de 2024 e, temendo a força do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), já discutem rifar a pretensa candidatura do aliado Ricardo Salles (PL-SP) à prefeitura da capital de São Paulo, informa Andréia Sadi, no ‘g1‘.

Segundo o texto da jornalista em seu blog, “o objetivo do partido – o maior do Congresso em números (99 deputados e 13 senadores) e também o principal de oposição – é expandir o número de capitais seja com candidatos próprios, seja com apoios“.

No caso das duas principais cidades do país – SP e RJ – Bolsonaro atua pessoalmente e já começou a mapear candidatos competitivos“, escreve. “A capital paulista, hoje, é o principal impasse do partido. De um lado, Ricardo Salles, ex ministro de Bolsonaro, relator da CPI do MST e deputado do PL, pressiona para ter apoio do partido. No entanto, a sigla já mandou recados de que deve rifá-lo da pré-candidatura por avaliar que sua candidatura turbina Boulos, do PSOL“.

Sadi afirma que “o PL avalia que, como Bolsonaro perdeu na capital e a cidade tem um histórico recente de eleição mais progressista, um candidato de extrema-direita não terá muita competitividade. Por isso, preferem buscar um candidato mais ao centro ou apoiar Ricardo Nunes, do PL“.

Salles quer usar a relatoria da CPI do MST para catapultar sua candidatura, mas tem entrado em rota de colisão com o partido e apoiadores de Bolsonaro“, prossegue a publicação. “Na semana passada, o ex-ministro de Bolsonaro levantou a ira de militares e bolsonaristas ao criticar o orçamento das Forças Armadas na Câmara. E, na terça-feira (23), criticou o PL, comandado por Valdemar Costa Neto“.

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