Tacla Duran: “Interpol reconheceu que fui vítima do abuso de autoridades com interesse político”

04/06/2020 0 Por Redação Urbs Magna
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Et Urbs Magna – Ao retomar o acordo de delação com a P-GR (Procuradoria-Geral da República), que alguns afirmam ser manobra do governo Bolsonaro para ‘queimar o filme’ do ex-Ministro da Justiça, o ex-advodado da Odebrech acusado por Sergio Moro de criminoso e fugitivo da Justiça brasileira, Rodrigo Tacla Duran, rebate a Operação Lava Jato e apresenta um documento assinado por um de seus advogados afirmando que Dallagnol agiu de má-fé ao tentar enganar a opinião pública sobre alertas da Interpol.

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“Fui investigado por anos e por diversos países e nunca fui condenado. Esclareci tudo que deveria às autoridades competentes e não tenho medo de ser investigado, porque não tenho nada a esconder. A Interpol reconheceu que fui vítima de abuso de autoridade que tem interesse politico”, escreveu Tacla Duran em seu perfil social do microblog Twitter na manhã desta qinta-feira (4):

Segundo matéria do Poder360, Tacla Duran foi acusado pelos investigadores da Lava Jato de ser operador internacional de empreiteiras. Dois anos depois, em 2018, o advogado teve um acordo de delação premiada recusado. A negociação foi retomada nesta semana pela PGR (Procuradoria Geral da República).

Há 4 anos, Duran acusou Carlos Zucolotto –amigo do então juiz Sergio Moro– de ter recebido US$ 5 milhões para ajudá-lo a obter vantagens no acordo de delação. A denúncia chegou a ser apurada, mas acabou arquivada por falta de provas.

Depois da notícia de que a PGR voltou a negociar a delação, integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, chefiada por Dallagnol, divulgaram nota sobre o caso envolvendo Duran. “Rodrigo Tacla Duran já apresentou acusações falsas e fantasiosas contra autoridades, desacompanhadas de qualquer prova, perante a CPMI da JBS, as quais foram examinadas pela Procuradoria-Geral da República e arquivadas.”

Segundos procuradores, a PGR concluiu que não houve qualquer demonstração de “excesso ou ilegalidade” durante as negociações do acordo com Tacla Duran. “Reconheceu ainda que a fantasiosa versão por ele apresentada não tinha qualquer amparo em provas ou na realidade.”

A força-tarefa acusou Duran de buscar incessantemente induzir em erro autoridades no Brasil e no exterior para alcançar impunidade. “Por exemplo, alegou perante a Interpol que seus pedidos de prisão e de extradição teriam sido revogados, quando isso não era verdade. Apresentou, ainda, contratos falsos para justificar operações de lavagem de dinheiro, mascarando operações ilícitas como se fossem serviços advocatícios ou transações legítimas, inclusive perante autoridades de outros países.”

Segundo a defesa de Duran, provas foram apresentadas ao Conselho da Interpol sobre graves abusos cometidos pelas autoridades brasileiras responsáveis pela Operação Lava Jato. “O Comitê de Controle da Interpol, entendeu que as provas apresentadas por esta defesa foram facilmente verificadas e eram suficientes para demonstrar que a atuação do então juiz Sergio Moro violou o princípio da imparcialidade devido aos magistrados.

Na 4ª feira (3.mai), Moro divulgou nota sobre a reabertura de negociações de Duran com a PGR, chefiada por Augusto Aras. “Causa-me perplexidade e indignação que tal investigação, baseada em relato inverídico de suposto lavador profissional de dinheiro, e que já havia sido arquivada em 2018, tenha sido retomada e a ela dado seguimento pela atual gestão da Procuradoria Geral da República logo após a minha saída.”

Leia abaixo a íntegra do documento emitido por advogado de Tacla Duran:

EQUINORD
NOTA DE IMPRENSA
Tallin, 4 de junho de 2020.

Sobre as declarações do senhor Deltan Dallagnol, que acusou meu cliente Rodrigo Tacla Duran de enganar a Interpol, é preciso esclarecer:

Em 24 de julho de 2018, o colegiado do Comitê̂ de Controle da Interpol (CCF) decidiu por unanimidade cancelar a difusão do alerta vermelho para a prisão de Rodrigo Tacla Duran solicitado pelas autoridades brasileiras. Esta decisão foi fundamentada no entendimento sobre a violação de leis, princípios, tratados e normas do Direito internacional, reconhecidos pelo Brasil.

Esta defesa forneceu provas ao Conselho da Interpol dos graves abusos cometidos pelas autoridades brasileiras responsáveis pela Operação Lava Jato e as perseguições sofridas pelo advogado Rodrigo Tacla Duran, as quais violaram o Estatuto da Interpol a Declaração Universal dos Direitos humanos, as prerrogativas da advocacia e comprometeram a imparcialidade do juiz responsável e do devido processo legal.

O Comitê de Controle da Interpol, entendeu que as provas apresentadas por esta defesa, foram facilmente verificadas e eram suficientes para demonstrar que a atuação do então juiz Sergio Moro, violou o principio da imparcialidade devido aos magistrados, o principio do “in dubio pro reo” e a presunção de inocência de Rodrigo Tacla Duran, havendo sérias dúvidas de que Rodrigo Tacla Duran, pudesse ser submetido a um juízo justo no Brasil.

Como consequência da referida decisão, foi eliminado de seus sistemas o alerta solicitado pelo Brasil, assim como a respectiva comunicação a todos os países membros, tendo esta decisão alcance e caráter vinculante para o Brasil, pois o pedido de cooperação policial internacional realizado pela OCN / Brasil.A referida decisão tem o alcance e a magnitude de classificar Rodrigo Tacla Duran na categoria de indivíduos protegidos.

A decisão colegiada da Interpol restabeleceu a verdade e mostrou ao Brasil e ao mundo que o advogado Tacla Duran não é foragido, mas, ao contrário, vítima de uma implacável e obsessiva perseguição e abusos de autoridades comandada por um juiz parcial, o senhor Sergio Moro, o qual desprezou e desrespeitou os maismelementares princípios do Direito.

Esta decisão, inédita, foi um alerta ao Estado Brasileiro sobre os excessos, equívocos, a má́ qualidade das investigações a parcialidade e o abuso de autoridade praticados por alguns magistrados e procuradores responsáveis pela Lava Jato, entre os quais se encontra o senhor Deltan Dallagnol, os quais romperam os limites da ética e do Direito ao transformar esta importante investigação em instrumento de poder e disputa politica.

O senhor Deltan Dallagonl agiu de má fé e enganou a imprensa e a opinião pública brasileiras ao divulgar informação falsa sobre a denúncia encaminhada à Interpol por Rodrigo Tacla Duran. Na realidade, a Interpol decidiu depois de comprovar os atos gravíssimos praticados por criminosos travestidos de paladinos da Justiça, como o senhor Dallagnol, que abusou do cargo de procurador para mentir e difamar.

Sebastian Suarez
Advogado

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