Steve Bannon é indiciado por desacato ligado ao motim no Capitólio e pode ser preso

Em 2018, Bannon elogiou o rumo da campanha bolsonarista e agora promete atuar nas eleições de 2022 no Brasil – ANSA


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

O americano foi visitado por Eduardo Bolsonaro em agosto e fechou colaboração para tentativa de reeleição de seu pai. Bannon é considerado conselheiro político do presidente do Brasil. Sua detenção é prevista após sua recusa em cumprir intimações do comitê da Câmara que investigava o ataque de 6 de janeiro ao Congresso

O americano Steve Bannon, que na verdade se chama Stephen K. Bannon, o assessor político que serviu como assistente e estrategista-chefe de Trump, foi indiciado por desacato ligado ao motim no Capitólio e pode ser preso a qualquer momento.

O americano, que foi visitado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) em agosto deste ano e fechou colaboração para tentativa reeleger o pai do parlamentar ao Planalto em 2022, é considerado conselheiro político do presidente do Brasil.

Agora, sua detenção pode ocorrer em razão da recusa do cumprimento de intimações. Bannon foi indiciado por um grande júri federal na sexta-feira (11/11) por duas acusações de desacato ao Congresso, conforme divulgou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e publicado no jornal americano The New York Times

Cada acusação de desacato ao Congresso acarreta um mínimo de 30 dias e um máximo de um ano de prisão, bem como uma multa de $ 100 a $ 1.000.

Eduardo Bolsonaro visitou Bannon em agosto

Eduardo Bolsonaro, se encontrou com Bannon em meados de agosto, em Sioux Falls, no estado da Dakota do Sul, onde o estrategista confirmou a parceria na campanha de reeleição de Jair Bolsonaro em 2022, conforme noticiou o Brasil de Fato.

“A eleição no Brasil é a segunda mais importante do mundo (depois dos EUA). Bolsonaro irá vencer (em 2022), a não ser que a eleição seja roubada, imagine só!, por máquinas!”, discursou Bannon. A fala foi publicada na rede social do colunista dos veículos Poder 360 e Veja, Thomas Traumann.

Bannon acompanha Bolsonaro desde sua campanha em 2018. Desde então, além de ser um “guru” do governo Trump, também se tornou conselheiro do presidente do Brasil. Em 2019, na primeira visita de Bolsonaro à Trump, o ex-estrategista da Casa Branca foi convidado de honra ao lado do escritor conservador, Olavo de Carvalho.

Escândalo da Cambridge Analytica

O caso da Cambridge Analytica explodiu nas eleições que elegeram Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

As investigações apuram a venda de informações, pela empresa, de perfis pessoais no Facebook para traçar e influenciar virtualmente eleitores a votarem no candidato. Bannon fazia parte do conselho da Cambridge Analytica na época das investigações de coleta de dados do Facebook para fins eleitorais.

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