Requião sugere “580 dias de cadeia” para os ‘moros e dalagnóis’ que destruíram o país

16/04/2021 0 Por Redação Urbs Magna

O ex-senador emedebista afirmou que “é preciso que se entenda” que os resultados da perseguição de “juízes e promorotes” contra o ex-presidente “atingiram fundamentalmente o Brasil e os brasileiros”

“É preciso que se entenda que os absurdos processuais cometidos contra Lula atingiram fundamentalmente o Brasil e os brasileiros. 580 dias de cadeia para juízes e promotores não seriam demais, além da perda dos cargos!”, escreveu o ex-senador pelo MDB, Roberto Requião, em seu perfil do Twitter:

Em janeiro de 2018, o jornalista da Folha de S. Paulo, Janio de Freitas, já advertia, assim como outros setores da mídia, da política e da própria Justiça, sobre a insuficiência de argumentos da sentença de Sergio Moro contra Lula, quando sua condenação ainda não havia sido julgada pelos três juízes federais do TRF-4. Para o colunista os desembargadores se deparariam “com malabarismos dedutivos, justificativas gelatinosas e vazios que, para serem aceitos, exigiriam o mesmo do novo julgador“.

Mas o povo brasileiro vivia a ‘loucura das massas’, quando os indivíduos realizavam os chamados e conhecidos movimentos do ‘efeito manada’ insuflados pelo sensacionalismo da mídia, pela convicção e pela sedução dos parlamentares com o golpe 2016. Com exceção daqueles que conhecem a história do Brasil (e não é pouca gente), havia uma parcela (que também não era pouca, mas que é menor que a anterior) que jamais poderia imaginar as consequências de sua estupidez política, que foram sentidas na pele após mais de dois anos.

Vale reproduzir o que, na ocasião, Freitas escreveu na Folha sobre Moro e os dalagnóis: “O próprio julgamento pelo trio é uma atribuição problemática. A ser obedecida à risca a determinação legal, os casos do apartamento e do sítio teriam tramitado e seriam julgados na região em que se localizam, São Paulo. A alegação artificiosa, por Moro, de que os dois casos relacionavam-se com as ilegalidades na Petrobras, levou o então relator Teori Zavascki a autorizar o deslocamento. Nem por isso a alegação ganhou legitimidade, porque a tal ligação com os fatos na Petrobras nunca se mostrou. O processo e o julgamento ficaram fora do lugar, e o recurso entrou no mesmo desvio, até o tribunal em Porto Alegre“.

Leia a sequência da matéria de Janio de Freitas:

Opinião atribuída a um dos juízes, nessa decisão “não se trata só de condenar ou absolver, mas de convencer o país”. O mínimo, para isso, seria os procuradores da Lava Jato e Moro darem fundamento à sua alegação de que o imóvel retribuía interferências de Lula, na Petrobras, para contratações da OAS. Moro e os dalagnóis não conseguiram encontrar sinais da interferência de Lula, quanto mais a ligação com o apartamento“.

A saída com que Moro, na sentença a ser agora avaliada, pensa ultrapassar esse tipo de atoleiro é cômica: refere-se à tal interferência como “ato de ofício indeterminado”. Indeterminado: desconhecido, não existente. Moro condenou por um ato que diz desconhecer, inexistir“.

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