Reinaldo Azevedo diz que Fachin é “cabo eleiroral de Moro” e “engrolou uma cascata” para que a Lava Jato faça “o que der na telha”

04/08/2020 1 Por Redação Urbs Magna
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“Que dúvida! Fachin é mesmo de Dallagnol”, publicou o jornalista referindo-se à cassação da liminar de Toffoli sobre compartilhamento de dados da Lava Jato com a PGR

O jornalista Reinaldo Azevedo publicou nesta terça (4) sua contribuição para o portal UOL dizendo que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin “engrolou uma cascata de suposto rigor técnico para que tudo continue como está“, referindo-se a decisão pela cassação da liminar concedida por Dias Toffoli que determinava o compartilhamento dos dados das “sucursais da Lava Jato” com a Procuradoria Geral da República. “Que dúvida! Fachin é mesmo de Dallagnol“, disse ainda o colunista que também afirmou que o ministro é cabo eleiroral de Sergio Moro, que já tem sua campanha garantida nas redes sociais pelos moromínions.

Para o jornalista, o bolsonarismo será substituído pelo moroísmo, se depender de alguns ministros do STF, como este ao qual se refere em sua opinião lançada hoje em um dos sites mais visualizados do Brasil.

A matéria lembra que Deltan Dallagnol se encontrou com Fachin em 2015 e depois teve suas mensagens trocadas com seus pares vazadas pelo The Intercept Brasil em parceria com a Veja, as quais diziam “Caros, conversei 45 minutos com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso“.

Azevedo diz, sobre a decisão do ministro ontem, que ele “engrolou uma cascata de suposto rigor técnico para que tudo continue como está: a triunfar a vontade do ministro, cada uma das forças-tarefa continuará a ser um bunker de segredos”.

A briga dos procuradores da Lava Jato contra a PGR teve início a partir das delcarações de Augusto Aras em um canal de advogados no YouTube em transmissão ao vivo. O PGR declarou o seguinte:

“A imprensa noticiou a medida que tomamos de buscar o compartilhamento de dados. Aqui, em primeira mão, digo a todos que nos veem e nos escutam. Todo o MPF tem 40Tb em todo o Brasil para o funcionamento de seu sistema. A força-tarefa de Curitiba tem 350 Tb e 38 mil pessoas lá com seus dados depositados. Ninguém sabe como foram escolhidos, quais os critérios e não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos, com caixas de segredos”.

Após o retorno de Edson Fachin de um recesso, o ministro retomou o caso e desfez a decisão de Toffoli. O jornalista Reinaldo Azevedo encoutrou o motivo: o ministro é da Lava Jato e a operação continuará a obter dados de milhares de pessoas, entre cidadãos, políticos e empresas sem que se conheçam os critérios que determinaram as investigações.

O homem resolveu devolver às forças-tarefa o destino do Brasil: o mau destino. O buraco a que nos conduziu a Lava Jato ainda é pouco para ele“, escreve Azevedo acrescentando que “essa gente só avançou e levou a legalidade brasileira à miséria porque contou com a conivência dos tribunais, incluindo o STF“.

É um despropósito que Sergio Moro tenha continuado à frente da 13ª Vara Federal de Curitiba mesmo depois de ter gravado ilegalmente uma conversa da então presidente da República, Dilma Rousseff, com Lula, fazendo, anto-contínuo, uma divulgação igualmente ilegal de seu conteúdo“. continua o colunista do UOL.

Azevedo diz também que a força-tarefa da Lava Jato la Vaza Jato “aponta para uma verdadeira polícia paralela”. E que “o coordenador da força-tarefa de Curitiba não vai parar. Afinal, Fachin é dele. E sobre o próximo presidente do STF, Luiz Fux, que substituirá Dias Toffoli no dia 9, o colunista conclui com outra conversa do procurador capturadas no Telegram e vazadas pela ‘Vaza Jato’:

13:04:13 Deltan Caros, conversei com o FUX mais uma vez, hoje
13:04:13 Deltan Reservado, é claro: O Min Fux disse quase espontaneamente que Teori fez queda de braço com Moro e viu que se queimou, e que o tom da resposta do Moro depois foi ótimo. Disse para contarmos com ele para o que precisarmos, mais uma vez. Só faltou, como bom carioca, chamar-me pra ir à casa dele rs. Mas os sinais foram ótimos. Falei da importância de nos protegermos como instituições
13:04:13 Deltan Em especial no novo governo

Azevedo comenta que Dallagnol passou essa conversa para Moro, que respondeu:

13:06:55 Moro Excelente. In Fux we trust

De acordo com Azevedo, Fux tem a companhia de Roberto Barroso, Cármen Lúcia, um pouco de Rosa Weber e de Fachin, que ontem mostrou que será um excelente “cabo eleitoral” do ex-ministro da Justiça de Bolsonaro na campanha à Presidência lançada na Internet pelos moromínions.

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