Raoni denuncia Bolsonaro em Haia por crimes ambientais que incluem assassinatos

23/01/2021 0 Por Redação Urbs Magna

Advogado francês que produziu o documento com o endosso da Apib e de caciques para o Tribunal Penal Internacional em Haia, na Holanda, está convencido de que o presidente brasileiro deve ser responsabilizado por seu “cinismo” e política ecocida, diz o site Agência Pública

Os motivos apresentados pela entidade e pelos líderes indígenas pleiteiam o reconhecimento do ecocídio generalizado embasado na destruição do meio ambiente a níveis que comprometem a vida humana, como o desmatamento, as queimadas na região amazônica, os ataques às populações e o desmantelamento de agências governamentais, Ibama, ICMBio, dentre outras, e carrega, em seu teor, a responsabilização de Bolsonaro pelo assassinato, transferência forçada de população e perseguição contra povos indígenas e militantes ambientalistas, além do roubo de terras, e poluição, conforme publicou o Agência Pública.

O advogado francês William Bourdon, que se diz convencido de que Bolsonaro “cinicamente” assediou, desprezou e foi o responsável pela destruição ambiental brasileira em atitudes que caracterizam os crimes contra a humanidade, foi quem formulou a denúncia, em conjunto com ONGs e outros profissionais da área, após reunir documentação que, segundo ele, é a prova de que o presidente brasileiro premeditou uma política de destruição total da Amazônia desde sua chegada ao Planalto multiplicando decisões para o encerramento de políticas históricas de proteção aos indígenas.

Bolsonaro já tem outras denúncias em Haia:

  • 2020 – ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) denunciou o presidente por crimes contra a humanidade inerentes à condução da pandemia de Covid-19
  • 2020 – PDT (Partido Democrático Trabalhista) e outros de sindicatos de profissionais de saúde denunciaram o presidente pelo mesmo motivo da ABJD
  • 2019 – Comissão Arns e CADHu (Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos) denunciaram Bolsonaro por incitação ao genocídio e ataques sistemáticos contra os povos indígenas.

Leia a entrevista no Agência Pública.

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