PSOL quer apoiar LULA já no 1° turno devido à “gravidade do momento político do Brasil”

19/08/2021 0 Por Redação Urbs Magna
PSOL quer apoiar LULA já no 1° turno devido à “gravidade do momento político do Brasil”

Será a primeira vez que a legenda não teria candidato próprio em uma eleição presidencial, caso a aliança inédita seja aprovada

 O PSOL discute uma aliança inédita com o PT nas eleições presidenciais de 2022. Se for concretizada, será a primeira vez que a legenda não terá um candidato próprio e apoiará LULA logo no primeiro turno. A estratégia é patrocinada pela cúpula do partido, devido à “gravidade do momento político do Brasil”, mas enfrenta resistências internas.

O Partido Socialismo e Liberdade foi fundado em junho de 2004, após uma dissidência entre membros do Partido dos Trabalhadores, no primeiro governo Lula. Agora, a cúpula do PSOL negocia apoio à candidatura do ex-presidente, informa o Estadão. Juliano Medeiros, presidente do partido, é um dos apoiadores da aliança. Ele é filiado à Primavera Socialista, corrente majoritária do PSOL. Uma ala minoritária, formada pelo Movimento de Esquerda Socialista (MES), defende candidatura própria e quer lançar o deputado Glauber Braga (RJ) para o Planalto em 2022. 

Uma das condições colocadas pelo PSOL, para o apoio, é uma defesa enfática a uma proposta econômica mais voltada à esquerda, incluindo a revogação do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à inflação do ano anterior. A derrubada do teto como proposta central não é um consenso no PT e por isso entrou nos debates.

Medeiros admitiu a negociação: “É uma possibilidade considerando a gravidade do momento do Brasil e vai levar em conta aspectos programáticos, arco de aliança e possíveis acordos eleitorais nos estados que sejam de interesse do PSOL”, afirmou.

A ala minoritária do PSOL, mais radical, teme o aceno do ex-presidente ao Centrão e ao setor empresarial. “Essa unidade que todos sejam contra Bolsonaro não pressupõe a subordinação das nossas ideias a teses que já tiveram oportunidade de governar, ao contrário, é necessário também apresentar um programa que vá à raiz dos problemas”, afirmou a deputada Fernanda Melchionna (RS), a favor da candidatura do deputado Glauber Braga. Entre as prioridades, a parlamentar cita a taxação de grandes fortunas, auditoria da dívida pública e “um programa de esquerda que não aceite políticas de conciliação de classes ou seja alianças com partidos da burguesia.

Estadão

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