Professor é decaptado por usar desenhos de Maomé em aula e choca a França

16/10/2020 0 Por Redação Urbs Magna
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Equipes de investigadores franceses discutem o crime

Emmanuel Macron, presidente do país, declara que “o obscurantismo não vai vencer”

Um professor de História da comuna francesa Conflans-Sainte-Honorine, pertencente à região administrativa da Île-de-France, no departamento de Yvelines, foi decaptado, nesta sexta (16), após utilizar desenhos do Profeta Maomé durante sua aula. A Justiça da França ve caso como atendado terrorista. O presidente da França, Emmanuel Macron diz: “Eles não vão passar. O obscurantismo não vai vencer”. O país está em choque e a classe política se manisfesta nas redes sociais.

Corpo do professor decaptado em uma rua de Conflans-Sainte-Honorine

De acordo com a polícia, o professor foi decapitado em local próximo à escola onde lecionava por um suposto terrorista islâmico originário da Chechênia, mas nascido em Moscou, de 18 anos, que teria gritado, segundo testemunhas, “Allahu Akbar (Deus é maior)”.

Os agentes narraram que foram alertados por moradores sobre um homem que estava armado com uma pistola, além de uma faca caseira nas redondezas. Quando foi encontrado, o terrorista teria ameaçado os policiais que reagiram matando o suspeito no local. Logo depois, o corpo do professor foi encontrado.

O presidente da França, Emanuel Macron disse: “Um de nossos concidadãos foi assassinado porque ensinava aos alunos sobre a liberdade de expressão. Nosso compatriota foi vítima de um flagrante ataque terrorista islâmico”.

Emmanuel Macron, presidente da França, no local do assassinato do professor

Macron expressou suas condolências à família, amigos e à escola secundária onde a vítima ensinava e depois declarou à imprensa:

“Não foi por acaso que o terrorista matou um professor. Ele queria matar a República e seus valores. O Iluminismo, é a possibilidade de fazer com que nossos filhos, de onde quer que venham, tudo em que acreditam, acreditem ou não, qualquer que seja sua religião, se transformem em cidadãos livres. Esta batalha é nossa e é existencial. Eles não vão passar. O obscurantismo e a violência que o acompanha não vão vencer. Eles não vão nos dividir. É isso que eles buscam e devemos ficar juntos.”

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