‘Por muito menos derrubaram Dilma. Nada comparável ao esculacho de agora e o mundo todo rindo de nós’, diz Kotscho

22/10/2021 0 Por Redação Urbs Magna
‘Por muito menos derrubaram Dilma. Nada comparável ao esculacho de agora e o mundo todo rindo de nós’, diz Kotscho

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, em foto de Ueslei Marcelino/Reuters | “O Guedes vai ficar marcado como um dos caras que matou o teto. O controle fiscal foi amplamente abalado”, afirmou ao Money Times o economista e especialista em contas públicas Raul Velloso, para quem o ministro perdeu o controle da agenda econômica, o que pode abrir, inclusive, um precedente perigoso para Bolsonaro


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

“Os juros nas alturas, os desempregados brigando por restos de comida nos caminhões de lixo… o mundo todo rindo de nós… Quem, com um mínimo de vergonha na cara aceitaria segurar essa bucha?”

Entramos agora no chamado vale tudo pela reeleição“, diz o jornalista Ricardo Kotscho, em seu Balaio no UOL. “E não acontece nada, nenhuma reação das instituições e da adormecida sociedade civil“, escreve referindo-se a Bolsonaro e questionando: “Se Paulo Guedes já está fazendo tudo o que o chefe quer para se reeleger, por que iria trocá-lo?

Para o colunista, tudo “vai ficar por isso mesmo, logo estará tudo normalizado“, prevê. “Por muito, muito menos, multidões saíram às ruas para derrubar Dilma Rousseff“, afirma lembrando que o movimento aconteceu, “nas ondas da Lava Jato, patrocinadas por aliados da mídia, da Fiesp e do mercado, que acabaram levando Bolsonaro ao poder, tendo o Posto Ipiranga como seu grande fiador“.

Kotscho diz que o problema da Economia no tempo da ex-presidente não era “comparável ao esculacho de agora, com os preços fora de controle, a queima de divisas para segurar o dólar, os juros nas alturas, os desempregados brigando por restos de comida nos caminhões de lixo, o mundo todo rindo de nós.

Qual é o cidadão brasileiro com um mínimo de vergonha na cara que aceitaria o cargo de ministro da Economia nesse momento? Quem gostaria de ser um novo Marcelo Queiroga para segurar essa bucha, sabendo que o presidente entregou a política econômica aos cuidados da tropa de choque do Centrão de Arthur Lira?

“Cada vez que o Posto Ipiranga sem combustível no tanque abre a boca, para defender as novas pedaladas fiscais, o dólar dispara e a off shore do ex-superministro engorda em reais”, diz o jornalista. “Como um homem tão rico, com o burro na sombra, pode se submeter a ser tão humilhado diariamente pelo seu chefe? Em nome de quê? Juro que não consigo entender. Mistério”.

“Quem é que ainda vai querer investir neste país, onde o governo não se dá ao respeito e muda as regras do jogo a cada novo surto do presidente, enredado em seu labirinto de crises de todo tipo, que chora no banheiro para a mulher não ver?

Kotscho diz que em 2018 tudo poderia ter sido evitado, quando “foi eleito um candidato sem programa de governo que fazia “arminha” com os dedos e prometia metralhar os adversários, dono de um tenebroso prontuário no Exército e no baixo clero da Câmara. Para o jornalista, “bastava consultar o Google, mas a maioria preferiu a barbárie à civilização, representada no segundo turno por um respeitado professor universitário, ex-ministro da Educação e ex-prefeito da maior cidade do país“.

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