PL quer destipificar clamor popular do ‘Antifas’ e torná-lo uma organização terrorista

03/06/2020 1 Por Redação Urbs Magna

Et Urbs Magna – Uma PL (Projeto de Lei) de autoria do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) busca alterar a Lei Antiterrorismo nº 13.260, de 16 de março de 2016, a fim de tipificar o grupo antifascismo ‘Antifas’ como uma organização terrorista.

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A PL 3019/2020 está aguardando despacho de Rodrigo Maia na Câmara dos Deputados, que disponibiliza um link para captação da opinião popular.

As opiniões podem ser expressadas por qualquer pessoa através da escolha de uma dentre as cinco opções dispostas para votação, que são ‘Concordo totalmente‘, ‘Concordo na maior parte‘, ‘Estou indeciso‘, ‘Discordo na maior parte‘ e ‘Discordo totalmente‘.

Até o fechamento desta matéria, o placar, apresentado em percentuais de votação no site, apontava que apenas duas alternativas, as mais polarizadas, foram votadas:

Concordo totalmente’ alcançou 38%, e ‘Discordo totalmente’ está vencendo com 68% de um total de 42.717 participantes da votação.

No mundo, o movimento Antifa é uma conglomeração de grupos de esquerda cuja principal característica é a sua oposição ao fascismo por quaisquer meios necessários atuando, inclusive, com táticas de militância em protestos onde realizam manifestações contra a extrema-direita, além de expor identidades de nazistas e fascistas.

O Antifa foi inspirado no Antifaschistische Aktion – movimento militante anti-fascista da Alemanha dos anos 1930.

Nos EUA, após os incidentes envolvendo o Antifa nos protestos pelo assassinato em Minneapolis de um homem negro, George Floyd, por um policial branco e racista, o presidente Donald Trump anunciou que designará o movimento militante de esquerda como uma organização terrorista.

Trump fez o anúncio em seu pefil social do microblog Twitter, neste domingo (31), após esta mesma rede apresentar vários tuítes acusando o Antifa de perpetrar violência durante as manifestações.

Na segunda (01) o El País afirmou que o Antifa não é nem terrorista, nem organização e disse que o movimento que Trump culpa pelos distúrbios violentos é uma difusa rede de ativistas antifascistas sem uma estrutura nacional.

No Brasil, a movimentação do Antifa se intensificou diante dos atos do presidente Bolsonaro e de seus apoiadores, como os pedidos de intervenção militar e fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso.

Bolsonaro, ao se amparar nos anseios de seus seguidores como forma de amplificar seu populismo para tentar escapar das investigações contra sua família, acaba confundindo-os sobre ‘como funcionam as leis do Brasil e o que são as Forças Armadas

Quanto ao autor da PL 3019/2020, que pede a tipificação do Antifa como organização terrorista, ele causou grande espanto nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que defende matar manifestantes a tiros.

De acordo com o Catraca Livre, Daniel Silveira, “acompanhado do deputado estadual Anderson Moraes (PSL-RJ) e da deputada federal Major Fabiana (PSL-RJ), provocou manifestantes contrários a Bolsonaro [em Copacabana, RJ] e pediu a um policial para que queimasse a bandeira do outro lado“.

A mídia também relembrou que Daniel Silveira “ficou conhecido nas eleições por quebrar uma placa com uma homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em março daquele ano“.

Segundo o Catraca Livre “em 2019, às vésperas do Dia da Consciência Negra, no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, ele negou a existência do genocídio da população negra, em um discurso de conteúdo racista. Silveira contestou os dados do Ipea, afirmando que ele teve o “prazer e o desprazer” de atuar em todas as favelas do Rio de Janeiro e que se mais negros morrem é porque “tem mais negros com armas, mais negros no crime e mais negros confrontando a polícia”.

A mídia ainda diz que “no mesmo ano, com o celular na mão e ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim,  ele resolveu fazer, sem autorização, uma “vistoria” no Colégio Pedro II, campus de São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro” além de comentar que “em dezembro passado, o deputado protagonizou outra baixaria. Na última sexta-feira, 6, ele trocou cusparadas e ofensas com uma mulher na lanchonete da universidade onde estuda em Petrópolis (RJ)“.

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