PF e polícia de Portugal detêm possível invasor do site do TSE

28/11/2020 0 Por Redação Urbs Magna

Cidadão português liderou grupo de hackers luso-brasileiros nos ataques criminosos aos sistemas da instância jurídica máxima da Justiça Eleitoral durante o primeiro turno

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal, com colaboração da polícia de Portugal, deteve na manhã deste sábado (28) um suspeito de ter invadido o sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante o primeiro turno da eleição 2020, ocorrido no último dia 15 deste mês.

De acordo com agências de notícias, buscas também continuam em território brasileiro, onde três mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, além de medidas cautelares de proibição de contato entre investigados nos estados de São Paulo e Minas Gerais. 

Além do acesso ilegal aos servidores do Tribunal, a PF apura os crimes de invasão de dispositivo informático e de associação criminosa. Ambos os crimes são previstos no Código Penal; além de outros previstos no Código Eleitoral e na Lei das Eleições (9.504/97).

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, após representação efetuada pela Polícia Federal e manifestação favorável da 1ª Promotoria de Justiça Eleitoral.

Ataque hacker causou lentidão no e-Título

O ataque hacker no primeiro turno foi um dos motivos por trás da lentidão que os eleitores enfrentaram para justificar ausências no aplicativo e-Título, segundo o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.

“Houve uma tentativa de ataque com um grande volume de acessos simultâneos, mas foi totalmente neutralizado pelo TSE e pelas operadoras de telefonia e portanto sem qualquer repercussão sobre o processo de votação”, disse Barroso em coletiva de imprensa realizada durante o primeiro turno.

“Obviamente houve um subdimensionamento ou problema técnico, sobretudo causado pelo desligamento de um dos servidores. Tivemos uma dificuldade e vamos consertar já para o segundo turno”, prometeu Barroso.

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