Peste bubônica na Mongólia retorna, após morte de dois, e cidades estão sob quarentena

04/07/2020 0 Por Redação Urbs Magna
𝐔𝐌 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 – Casos de peste bubônica na Mongólia retornam, após morte de dois pacientes no ano de 2019, há exatos 14 meses, e cidades do país asiático estão sob quarentena, conforme publicou a mídia mongol News MN, na última terça-feira, 30 de junho.

As medidas de quarentena, segundo o jornal, foram anunciadas na província de Khovd, no oeste da Mongólia, depois que a peste bubônica foi relatada, tendo a quarentena começado às 22h da segunda-feira, 29 de junho, por período indeterminado.

De acordo com o Centro Nacional de Doenças Zoonóticas (NCZD), uma jovem de de 27 anos, moradora de Tsetseg Soum, na província de Khovd, foi levada a um hospital no domingo depois de comer carne de marmota. 

Suspeita-se que a jovem, que está em tratamento em estado crítico, esteve em contato com mais de 60 pessoas e indiretamente com mais de 400.

Em abril de 2019, um casal morreu de peste bubônica na província vizinha de Bayan-Ulgii, na Mongólia Ocidental, depois de comer carne de marmota crua.

A peste bubônica é uma doença bacteriana que se espalha por pulgas que vivem em roedores selvagens, como marmotas. A doença pode matar um adulto em menos de 24 horas se não for tratada a tempo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Em 2019, a BBC News publicou artigo sobre casos de peste bubônica na Mongólia, próximo à fronteira com a Rússia, quando ocorreu a morte dois de seus pacientes depois da ingestão de carne de marmota.

Após exatos 14 meses, as mídias internacionais e brasileiras voltaram a replicar o assunto embaladas pelo temor do surto de coronavírus. Mas o que há de perigoso neste fato?

O The Siberian Times também publicou sobre o caso de fechamento da fronteira da Mongólia com a Rússia, ocorrido em fins de abril do ano passado. O portal russo traz notícias em inglês, editadas por Svetlana Skarbo, com matérias sobre a Região da Sibéria – vasta região que abrange a Rússia e o Cazaquistão e se estende à fronteira com a Mongólia e República Popular da China.

A RSOE EDIS, Associação Nacional Húngara de Sinalização por Radiodifusão e Infocomunicações, que opera o Serviço de Informações sobre Emergências e Desastres, publicou um alerta na mesma época. O site tem por objetivo o monitoramento e documentação de todos os eventos na Terra que podem causar desastres ou emergências e processa vários dados de organizações estrangeiras para obter informações rápidas e certificadas.

Veja a publicação do RSOE EDIS:

Resumo do evento

Perigo de Epidemia na Mongólia em 01 de maio de 2019 11:24

Informações do Common Alerting Protocol

CategoriaSaúdeSaúde médica e pública
CertezaObservadoDeterminado a ter ocorrido ou estar em andamento
EscopoPúblicoPara divulgação geral a públicos irrestritos
GravidadeExtremoAmeaça extraordinária à vida ou à propriedade
UrgênciaPassadoA ação responsiva não é mais necessária

Dados base

Número EDISEH-20190501-67710-MNG
Tipo de eventoPerigo Epidêmico
Data hora1 de maio de 2019 às 11:24 (UTC)
Última atualização7 de mai de 2019 às 10:26 (UTC)
Causa do evento
Confiabilidade das informaçõesFonte autêntica: informações de fontes confiáveis ​​(jornais, emails, sites). Confiabilidade: pelo menos 70%
Nível de danoNão é ou não é conhecido Nível de dano
Área afetadaNível de condado: o evento afetou um município.

Informação geográfica

ContinenteÁsia
PaísMongólia
Concelho / EstadoRegião de Bayan-Olgii Aimag
Área
AssentamentoUlgii
Coordenada48,97, 89,97
Código de localização aberto:8MWFXXC9 + 74    Salte aqui

Número de pessoas afetadas

Pessoa (s) morta (s)2
Pessoa (s) ferida (s)0 0
Pessoas desaparecidas)0 0
Pessoa (s) evacuada / resgatada0 0
Pessoa (s) afetada (s)0 0
Estrangeiros0 0

Informações de risco biológico

Nível de risco biológico4/4 – Perigoso
Descrição de risco biológicoVírus e bactérias que causam doenças graves a fatais em humanos e para os quais não existem vacinas ou outros tratamentos, como febre hemorrágica na Bolívia e na Argentina, H5N1 (gripe aviária), febre hemorrágica da dengue, vírus Marburg, vírus Ebola, hantavírus, Lassa febre, febre hemorrágica da Crimeia-Congo e outras doenças hemorrágicas ou não identificadas. Ao lidar com riscos biológicos nesse nível, é obrigatório o uso de um traje Hazmat e um suprimento de oxigênio independente. A entrada e saída de um biolab de nível quatro conterá vários chuveiros, uma sala de vácuo, uma sala de luz ultravioleta, sistema de detecção autônomo e outras precauções de segurança projetadas para destruir todos os vestígios do risco biológico. Múltiplas câmaras de ar são empregadas e são fixadas eletronicamente para impedir que ambas as portas se abram ao mesmo tempo.
Doença, nome do agenteYersinia Pestis (bubônica)
Pessoa (s) infectada (s)0 0
EspéciesHumano
StatusSuspeita
Sintomas

A tradicional mídia inglesa Daily Mail também informou, nesta sexta-feira (03), que a Mongólia colocou em quarentena uma região próxima à fronteira chinesa após um surto de peste bubônica, onde dois casos suspeitos – que estão ligados ao consumo de carne de marmota – foram identificados acrescentando, sem postar links, que especialistas em saúde fizeram o anúncio na quarta-feira (1).   

Alguns sites também têm informado que cientistas avaliam que descendentes diretos da mesma peste bubônica que matou 50 milhões de pessoas no século 14 ainda existem hoje e matam cerca de 2.000 pessoas por ano. 

O News MN tem sede na Mongolia, Ulaanbaatar city, Sukhbaatar district, Baga toiruu, Sukbaatar Square 8/1, “Khuvsgul lake” city tower, 14 floor, e os contatos são: info@news.mn, info@news-agency.mn, +976 7575 0303.

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