Pazuello merece carregar no peito o “epíteto de ministro do genocídio” , diz jornalista na Folha

18/05/2021 2 Por Redação Urbs Magna

O general “alinhou-se em obediência cega ao genocida-mor” Bolsonaro, “endossou a vigarice do tratamento precoce e empurrou cloroquina“, escreve

Em janeiro, o então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, recebe carregamento de vacinas da Índia: MARCELO CHELLO / AP

Em “O dia D e a hora H de Pazuello”, a escritora e jornalista paraense Cristina Serra afirma na Folha de S. Paulo que o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, multiplicou por dez o número de mortos por covid-19 no Brasil, no período entre o dia em que assumiu o Ministério e a data de sua saída, alinhando-se “em obediência cega ao genocida-mor” Bolsonaro, “endossou a vigarice do tratamento precoce e empurrou cloroquina“, merecendo, por isso, “carregar o epíteto de ministro do genocídio”.

“(…) tentou passar a imagem de que resistira à corrupção. Disse, sem dar nomes aos bois, que houve pressão dentro do ministério para que um certo medicamento fosse enquadrado em “critérios técnicos”. Mencionou “oito atores” agindo com “ações orquestradas” contra sua equipe e disse ter rejeitado lobby de empresas e de políticos que queriam “pixulé””, escreve.

Serra também relaciona o “papel” de Pazuello “no morticínio brasileiro” com suas ligações familiares. Ela diz que o “site Sportlight revelou que Pazuello se tornou sócio de uma empresa de navegação quando já era secretário-executivo da Saúde. A empresa pertence à sua família e tem relações contratuais com órgãos públicos“.

Além disso a escritora também lembra que “o site De Olho nos Ruralistas mostrou a sociedade em mais duas empresas com o irmão, Alberto Pazuello, figura barra pesada da crônica policial de Manaus. Em 1996, foi preso por estupro e tortura de adolescentes e acusado de participar de um grupo de extermínio. Conhecer o contexto do personagem em questão talvez ajude a CPI a entender melhor seu papel no morticínio brasileiro”.


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