Paulo Coelho cobra demissão do ministro do Turismo e aponta contradição de Bolsonaro

05/10/2019 1 Por Redação Urbs Magna

“Em fevereiro, Bolsonaro disse que esperaria as conclusões da PF para definir o futuro do seu ministro do Turismo que tem negado irregularidades. PF indiciou e MP de Minas denunciou. E agora Jair?”, questiona


O escritor Paulo Coelho, que tem sido um ácido crítico do bolsonarismo, criticou o governo por não demitir o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antonio, denunciado pelo laranjal do PSL, nas eleições de 2018. Confira seu tweet e reportagem da Reuters:



BRASÍLIA (Reuters) – O Ministério Público estadual de Minas Gerais ofereceu denúncia contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, em uma investigação em que ele é alvo sobre uso de candidaturas-laranjas do PSL naquele Estado nas eleições passadas, informou a assessoria de imprensa do MP mineiro nesta sexta-feira.

A acusação criminal tem como base o indiciamento feito pela Polícia Federal do ministro do Turismo. Antônio presidiu o diretório mineiro do PSL —partido do presidente Jair Bolsonaro—e é suspeito de envolvimento na escolha de candidaturas de fachada com o objetivo de desviar recursos públicos do fundo eleitoral.

Caberá à Justiça decidir se acata ou não a denúncia contra o ministro. Se isso ocorrer, ele vira réu e vai responder a um processo criminal no qual poderá ser condenado ou absolvido.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, informou após a notícia do indiciamento pela PF que “o presidente (Jair Bolsonaro) aguardará o desenrolar do processo e o ministro permanece no cargo”.

Em nota também divulgada após a revelação do indiciamento pela PF, o Ministério do Turismo afirmou que Antônio ainda não havia sido notificado oficialmente da decisão, mas reafirmava sua confiança na Justiça e sua convicção de que a verdade prevalecerá e sua inocência será comprovada.

“Assim como vem declarando desde o início da investigação, que teve como base uma campanha difamatória e mentirosa, o ministro reitera que não cometeu qualquer irregularidade na campanha eleitoral de 2018”, disse a nota.

Ainda durante o governo de transição, Bolsonaro —que se elegeu ancorado em forte discurso de combate à corrupção— chegou a dizer que afastaria qualquer ministro seu que fosse denunciado, se houvesse qualquer “robustez” na denúncia. No caso de Antônio, no entanto, o presidente segue em compasso de espera. Chegou a dizer que tem de ter “acusação grave” para retirá-lo do cargo.

O ministro é presença constante no Planalto —na quinta-feira teve uma reunião com Bolsonaro, segundo a agenda oficial— e tem sido elogiado pelo presidente por seu trabalho à frente da pasta.

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