Pastor Milton Ribeiro é o 4º Ministro da Educação de Bolsonaro e já defendeu educar crianças com ‘dor’

11/07/2020 1 Por Redação Urbs Magna

UM Educação – O presidente Jair Bolsonaro escolheu o pastor da Igreja Presbiteriana Milton Ribeiro para assumir o Ministério da Educação (MEC). Ele é ligado à Universidade Mackenzie e tem doutorado em Educação registrado no currículo. O novo ministro também já surge em meio a polêmicas por já ter defendido a educação de crianças com ‘dor’. Vídeos nas redes sociais reproduzem a opinião de Ribeiro (veja no fim da página).

Conforme revelou o GLOBO, Ribeiro é o “paulista” que passou a ser cotado esta semana por indicação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, auxiliar de confiança de Bolsonaro. A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Bolsonaro usou seu perfil no Facebook para anunciar a indicação de Milton Ribeiro para a pasta:

Indiquei o Professor Milton Ribeiro para ser o titular do Ministério da Educação”, escreveu. O presidente afirmou ainda que o pastor é “doutor em Educação pela USP, mestre em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e graduado em Direito e Teologia”.

A primeira fala do novo ministro da Educação também foi por rede social.

Sei da responsabilidade da missão. A educação transforma vidas; transforma uma nação. É hora de um verdadeiro pacto nacional pela qualidade da educação em todos os níveis. Precisamos de todos: da classe política, academia, estudantes, suas famílias e da sociedade em geral. Esse ideal deve nos unir“, escreveu Ribeiro no Twitter.

O presidente também ressaltou que o evangélico é membro da Comissão de Ética da Presidência, mandato que terá de abrir mão para assumir a cadeira no MEC.

Milton Ribeiro é pastor reverendo na Igreja Presbiteriana de Santos, litoral de São Paulo, o que foi considerado como um aceno ao grupo de evangélicos e à ala ideológica do governo, que cobravam um nome conservador para dirigir o MEC.

Segundo o currículo acadêmico na plataforma Lattes, Milton Ribeiro é graduado em Teologia e Direito, fez mestrado em Direito e doutorado em Educação — essa última formação pela Universidade de São Paulo,em 2006. É também membro do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie, mantenedora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, da qual foi vice-reitor e reitor em exercício.

Ribeiro foi nomeado por Bolsonaro, em maio de 2019, para a Comissão de Ética Pública ligada à Presidência da República. Foi a primeira indicação feita pelo atual presidente para o colegiado, cuja função é investigar ministros e servidores do governo. O mandato dele na Comissão de Ética termina em 2022. Mas, para assumir, Milton Ribeiro vai abdicar do cargo no colegiado.

Será o quarto ministro do MEC em um ano e meio de governo Bolsonaro. Após Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub, o economista Carlos Decotelli teve uma passagem relâmpago à frente da pasta. Ele ficou menos de uma semana no comando do ministério e pediu demissão após repercussão negativa sobre o fato de o seu currículo conter informações falsas e a acusação de plágio em sua dissertação de mestrado.

Educação com dor

O novo ministro já defendeu educar crianças “com dor”. Após o anúncio da nomeação para a chefia do MEC, publicações nas redes sociais recuperaram vídeo do pastor, publicado há 4 anos pela Igreja Presbiteriana Jardim de Oração, em que ele fala à comunidade evangélica sobre a “vara da disciplina” e a importância de disciplinar as crianças, informou o Estadão.

A correção é necessária para a cura”, disse o pastor. “Não vai ser obtido por meios justos e métodos suaves. Talvez uma porcentagem muito pequena de criança, precoce e superdotada, é que vai entender o seu argumento. Deve haver rigor, severidade. E vou dar um passo a mais, talvez algumas mães até fiquem com raiva de mim: deve sentir dor.

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