Para o domingo, LULA recomenda leitura de livro do amigo Pe. Júlio Lancellotti: ‘Amor à maneira de Deus’

12/09/2021 0 Por Redação Urbs Magna
Para o domingo, LULA recomenda leitura de livro do amigo Pe. Júlio Lancellotti: ‘Amor à maneira de Deus’

O padre Júlio Lancellotti arregaçando a manga da sotaina traduz a imagem de sua luta diária em defesa dos pobres [Foto de Mario Ladeira / Revista Trip | O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva folheia obra literária de seu amigo pároco [Foto de Ricardo Stuckert / Reprodução Twitter] | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

A obra, lançada no dia 24 em evento virtual com Monja Coen, traz leitura do pároco sobre suas experiências pessoais e ensinamentos religiosos embasados no amor, que considera mais do que um sentimento e o define como o compromisso de humanizar todas as vidas, o que o faz atuar fortemente como um ativista focado principalmente na defesa de moradores de rua, tendo por isso se transformado em uma sensação nas redes sociais durante a pandemia de Covid-19

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva recomendou aos seus seguidores, na manhã deste domingo (12), a leitura da obra literária de seu amigo Padre Júlio Lancellotti, intitulada ‘Amor à Maneira de Deus’, que traz temas com lições sobre amor, compaixão e humanismo, conforme escreveu Lula em seu tuíte.

“Recomendação de leitura para o domingo: Amor à Maneira de Deus, do meu amigo Padre Júlio Lancellotti (@pejulio). Lições sobre amor, compaixão e humanismo”, escreveu o ex-presidente no corpo da mensagem em que compartilhou sua fotografia, capturada por seu fotógrafo Ricardo Stuckert:

Lancellotti, que é pároco da paróquia de São Miguel Arcanjo, no bairro Mooca, na cidade de São Paulo, e também realiza missas na capela da Universidade São Judas Tadeu, situada na mesma rua, lançou a publicação em 16 de agosto passado.

A obra foi lançada no dia 24 às 19h, em evento virtual com a Monja Coen e teve como tema “o amor na prática”, em bate-papo que foi mediado pela editora Clarissa Melo e transmitido pelos perfis @planetadelivrosbrasil, @padrejulio.lancellotti e @monjacoen do Instagram.

O perfil Planeta de Livros Brasil faz uma sinopse da literatura de Lancellotti: “A partir de suas experiências pessoais e ensinamentos religiosos, Lancellotti faz uma leitura do que é o amor: mais do que um sentimento, é um compromisso de humanizar todas as vidas. Isso guia sua forte atuação como ativista, focada principalmente na defesa de moradores de rua, e que tornou o religioso uma sensação nas redes sociais durante a pandemia de Covid-19“.

No livro, padre Júlio também apresenta sua visão teológica de Deus, mais humano e humilde que a tradição religiosa: “Temos dificuldade em perceber Deus fragilizado. O Jesus que gostamos de observar é aquele personificado nas belas imagens europeias. Olhos claros, pele branca, vestes limpas. É a imagem mística de um Jesus etéreo, inacessível, imperial. No entanto, parafraseando o teólogo protestante Jürgen Moltmann, gostamos de colocar a cruz de Jesus em meio a dois candelabros de ouro. Ela, porém, estava entre dois malfeitores”, ele afirma na obra.

A relação de Lula com o religioso se dá especialmente pelos históricos em defesa das classes que são notadamente prejudicadas por políticas que se desencontraram de tudo o que ambos sempre priorizaram em suas respespectivas gestões, sendo a do ex-presidente a que teve mair responsabilidade a partir de ações para a geração dos benefícios sociais que literalmente salvaram milhões de pobres da fome, do desemprego e da própria morte.

Tanto Lancellotti quanto Lula têm a política no sangue que corre em suas veias com foco nos mais humildes. Sobre o tema, há três dias, Lula declarou, durante podcast Mano a Mano, do artista Mano Brown, que “a gente tem que gostar de política e tem que fazer política. Quando a gente não gosta de política, o ovo da serpente pare um Bolsonaro”.

“Bolsonaro é resultado da despolitização da sociedade brasileira nas últimas duas décadas”, afirmou Lula.

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