Para Alexandre de Moraes, o ‘7 de Setembro’ será ‘Dia D’ que ‘norteará futuro da convivência’ com Bolsonaro

O ministro, que assume a presidência do TSE na terça, traçou sua “estratégia” “para tentar distensionar as relações com o presidente”, diz jornalista

O ministro Alexandre de Moraes, futuro presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante as eleições de outubro, “disse a interlocutores” que “o 7 de Setembro será uma espécie de “dia D” que vai nortear o futuro da convivência” entre ele e Bolsonaro. o magistrado assumirá “a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na próxima terça-feira (16/8)” com uma “estratégia que vai adotar para tentar distensionar as relações com o presidente Jair Bolsonaro“, diz a jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo.

A matéria aponta que Moraes “sinalizou que pode ceder e acatar alguns dos pedidos feitos por militares sobre as urnas eletrônicas“, mas “quer esperar para conferir se Bolsonaro repetirá, neste 7 de setembro, o mesmo comportamento exibido no ano passado“, escreve Gaspar.

Segundo a jornalista, um interlocutor do ministro do TSE disse que “Moraes quer ceder, mas vai esperar uma atitude concreta do presidente”, que “recebeu o recado dos emissários que enviou para costurar a trégua com o ministro e adotou um tom surpreendentemente cordial na conversa que teve com Moraes no Palácio do Planalto na última quarta-feira“.

Na reunião de Bolsonaro e Moraes, participaram “o ministro do STF Ricardo Lewandowski, o novo secretário-geral do TSE (e ex-advogado-geral da União de Bolsonaro), José Levy, e os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, da Economia, Paulo Guedes, e o advogado-geral da União, Bruno Bianco“.

O “acordo” (…) “prevê que o presidente cesse os ataques ao sistema eleitoral” e que Moraes “atenderia um ou outro pedido feito pelos militares em relação a testes e auditorias nas urnas eletrônicas“, apesar de haver “sérias dúvidas” entre governistas sobre “se Bolsonaro vai mesmo cumprir a palavra“. Caso isso ocorra “um novo encontro” deverá “acontecer – mas desta vez a sós“, mas “do lado do presidente, alguns de seus aliados mais próximos duvidam que Moraes tenha realmente a intenção de promover uma trégua com o Palácio do Planalto“, escreve Gaspar.

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