Pandemia pode estar mais “potente” devido a mutação precoce do coronavírus

25/11/2020 0 Por Redação Urbs Magna

Nesta quarta (25), o mundo registrou um novo recorde diário de mortes causadas pelo coronavírus SARS-CoV-2 e, assim, o número total de óbitos ultrapassou a marca de 1,4 milhão, segundo dados levantados pela universidade norte-americana Johns Hopkins

Nas últimas 24h, foram 12.785 mortes pela COVID-19. O último recorde foi registrado na sexta-feira passada (20), quando 11.840 pessoas foram a óbito.

Além da marca alcançada ontem em relação à pandemia da COVID-19, foram 11 mil vítimas fatais do novo coronavírus, registradas por quatro dias seguidos, na semana passada, segundo o balanço da universidade.

Nos últimos 23 dias, a plataforma da COVID-19, desenvolvida pela Johns Hopkins, contabilizou 200 mil novas mortes.

Vale lembrar que a instituição de ensino e pesquisa mantém um painel virtual, atualizado em tempo real, que monitora o avanço da pandemia em todo o mundo. A plataforma é abastecida com dados oficiais, como atualizações da Organização Mundial da Saúde (OMS), e podem ser revisados.

Nos últimos dias, os EUA ultrapassaram 250 mil mortes em decorrência da COVID-19, o Brasil atingiu a marca de 170 mil óbitos e o México se tornou o quarto país do mundo a registrar mais de 100 mil vítimas fatais do coronavírus. A seguir, confira a lista dos 10 países que mais concentram óbitos pela infecção no planeta. Em casos da COVID-19, as autoridades de saúde já somam 60,1 milhões de casos da infecção por coronavírus, segundo as informações levantadas pela Johns Hopkins. No total, 191 países já notificaram algum caso da infecção desde o aparecimento do vírus. A seguir, confira os países que mais registraram doentes, desde o aparecimento do coronavírus:

Em outras palavras, a pandemia da COVID-19 segue avançando. Diante desse cenário, é importante o rastreio pessoas infectadas com o coronavírus e o isolamento desses casos para evitar o contágio. Além disso, medidas de proteção contra a infecção seguem necessárias, como uso de máscaras ao sair de casa e a limpeza constante das mãos com álcool em gel ou água e sabão, por exemplo.

As Olimpíadas de 2021 deveriam acontecer em julho de 2020, mas foram adiadas devido à COVID-19. Faltando apenas oito meses para a abertura das Olimpíadas de Tóquio, as autoridades japonesas e os organizadores dos jogos estão colocando em prática todos os esforços  para organizar o evento com segurança, chegando inclusive a montar eventos experimentais, como um jogo de beisebol em Yokohama, para entender como sediar o evento. Em coletiva na última segunda-feira (23), Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, disse que o jogo provou que as competições do próximo ano poderiam ser realizadas com um número razoável de torcedores nos estádios. 

Bach anunciou medidas que o Japão usaria para tornar o evento o mais seguro possível. Entre elas, o governo japonês está cogitando o uso de tecnologia de reconhecimento facial para rastrear pessoas infectadas e seus possíveis contatos. O Japão ainda está avaliando o uso de tecnologia de reconhecimento facial para monitorar atletas que entram e saem da Vila Olímpica e dos locais de treinamento, para garantir que cumpram as regras de distanciamento social.

Mas mesmo com essas soluções, a segurança dos atletas, espectadores e equipe provavelmente dependerá de abordagens de baixa tecnologia, como testes frequentes, quarentena e distanciamento social durante os eventos. Na ocasião, Bach também disse que os desenvolvimentos de vacinas contra a COVID-19 e os testes rápidos o deixam confiante de que as Olimpíadas possam prosseguir com os espectadores.

“Para proteger o povo japonês, e em respeito ao povo japonês, o Comitê Olímpico Internacional fará um grande esforço para que o maior número possível de participantes olímpicos e visitantes chegue aqui vacinado se, até lá, a vacina estiver disponível”, afirmou Bach. Posteriormente, acrescentou que a vacinação não seria obrigatória para os atletas.

Pensando nos jogos olímpicos, o Japão garantiu mais de meio bilhão de doses de diferentes vacinas para 2021, para uma população de cerca de 126,5 milhões. O país assinou acordos com a Pfizer e a AstraZeneca. “É provável que quando as Olimpíadas e Paralimpíadas chegarem, haverá apenas uma vacinação parcial em todo o mundo”, disse Jonathan Finnoff, diretor médico do Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos, ao The Wall Street Journal.

Antes, esperava-se que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos contassem com a presença de mais de 15 mil atletas. Mesmo que avancem sem espectadores, trazer tantas pessoas com segurança representará um enorme desafio logístico. É válido observar também que, com vacinações, rastreamento de contatos e outras medidas, o Japão está fazendo de tudo para tentar manter os jogos dentro do cronograma. Mas, dados todos os desafios e riscos, as Olimpíadas podem precisar ser adiadas ainda mais ou canceladas por completo.

Do The Wall Street JournalWired, Canaltech

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