Noblat: “Bolsonaro devia poupar Michelle e explicar os R$ 89 mil; está com medo de quê?”

27/09/2020 0 Por Redação Urbs Magna
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Colunista diz que o presidente assiste calado ao tiro que a primeira-dama deu no próprio pé por prestar queixa contra a música “Micheque”, o que só aumentou o sucesso do Detonautas

Para o colunista da revista Veja, Ricardo Noblat, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, deveria poupar a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, do constrangimento com a música dos Detonautas, ‘Micheque’, e explicar a origem da quantia de R$ 89 mil depositada pelo ex-assessor Fabrício Queiroz em sua conta bancária.

Segundo o jornalista, o hit de Tico Santa Cruz, vocalista da banda de rock, “não parecia destinado a virar um campeão de audiência“, cuja contagem de visualizações já ultrapassou a marca de 1 milhão e 330 mil. Para ser mais preciso, até o momento desta publicação já ultrapassou 1.380.000.

Noblat, assim como Tico, acham que o fato de Michelle ter prestado queixa na DEIC (Delegacia de Crimes Eletrônicos do Departamento Estadual de Investigações Criminais), em São Paulo, foi um tiro no próprio pé que acabou por render tanta visibilidade para o vídeo da banda e amplificou, nas redes, o apelido ‘Micheque”:

Acho que a melhor forma de se desfazer um apelido é esclarecer a questão. Quando você esclarece algo que está te incomodando e dá uma resposta clara, objetiva e honesta, qualquer tipo de apelido ou insinuação perde a validade”, disse Tico ao UOL.

É do desejo da primeira-dama que Santa Cruz seja processado por calúnia, injúria e difamação, assim como todos os que passaram a chamá-la de “Micheque” nas redes sociais.

Ricardo Noblat explica que “não foi a música” a responsável pelo apelido “Micheque”. A alcunha foi replicada “quase 9 milhões de vezes no Facebook, Twitter e Instagram entre 22 de agosto e 21 de setembro”. E graças a isso, o Detonautas “surfou na onda e se deu bem“.

O jornalista ainda diz que a primeira-dama está irada por um justo motivo pois “ela nada teve a ver com o dinheiro depositado em sua conta“, tendo sido “usada” porque, “ao que tudo indica, o dinheiro era um negócio particular entre Queiroz e seu marido“.

Bolsonaro poderia ter poupado a mulher do constrangimento a que se vê exposta. Por que não se apressou em esclarecer o motivo pelo qual Queiroz depositou 89 mil reais na conta dela?“, escreveu Noblat.

Que tipo de vantagem política imagina extrair da iniciativa que teve Michelle de procurar a polícia? Por que insiste em permanecer calado? Está com medo do quê?“, pontuou Noblat.

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