“Não podemos encobrir ‘6 de janeiro’ e perpetuar a grande mentira de Trump”, diz deputada do partido do ex-presidente americano

03/05/2021 0 Por Redação Urbs Magna

Desde que Liz Chaney iniciou sua oposição ao ex-presidente americano por conta do ‘6 de janeiro’ – dia da invasão do Capitólio, ela se transformou em alvo preferencial, dele e de seus apoiadores, até mesmo de funcionários do Partido Republicano

A colega de partido do ex-presidente americano, Donald Trump, deputada Liz Chaney, do distrito congressional de Wyoming – único no estado e o terceiro maior dos Estados Unidos em extensão territorial, afirmou nesta segunda-feira que os Republicanos não podem aceitar o “veneno” da ideia de que a eleição de 2020 foi roubada e não deveria “encobrir” o motim de 6 de janeiro no Capitólio, tampouco o papel do ex-presidente em fomentá-lo.

“Não podemos abraçar a ideia de que a eleição foi roubada. É um veneno na corrente sanguínea de nossa democracia. Não podemos encobrir o que aconteceu em 6 de janeiro ou perpetuar a grande mentira de Trump. É uma ameaça à democracia. O que ele fez em 6 de janeiro é uma linha que não pode ser cruzada”.

Cheney fez seus comentários, confirmados à CNN por duas pessoas na sala, durante uma entrevista extra-oficial com o ex-presidente da Câmara, Paul Ryan, diante de uma multidão de doadores e acadêmicos no retiro anual do American Enterprise Institute, um think tank conservador .

Cheney também chamou a Constituição de “nosso escudo” e disse que uma “transferência pacífica de poder deve ser defendida”.

Os comentários da deputada seguiram um tuíte que ela postou, no início do dia, afirmando que “a eleição presidencial de 2020 não foi roubada“.

“Qualquer um que afirme que foi está espalhando A GRANDE MENTIRA, virando as costas ao Estado de Direito e envenenando nosso sistema democrático”, afirmou Cheney.

A mensagem da deputada foi uma resposta a Trump, que nesta segunda insistiu na mentira de que a eleição foi roubada. 

Trump afirmou que “as Eleições Presidenciais Fraudulentas de 2020 serão, a partir de hoje, conhecidas como A GRANDE MENTIRA!”

Em janeiro, Cheney uma das dez pessoas membros do Republicanos da Câmara que votaram pelo impeachment de Trump. Desde então, ela se viu de um lado em uma guerra interna dentro do partido sobre o papel que o ex-presidente deveria desempenhar no futuro do Partido.

Em fevereiro, Cheney disse publicamente que Trump “não tem postura de líder para o partido no futuro” e, na semana passada, disse que é “desqualificante” para qualquer funcionário público que se oponha à certificação dos resultados eleitorais para concorrer à Casa Branca no futuro.

Desde que a deputada iniciou sua oposição a Trump, em 6 de janeiro – dia da invasão do Capitólio, ela se transformou em alvo do ex-presidente e de seus apoiadores, incluindo uma série de funcionários do Partido Republicano. 

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