Na Justiça, dona de casa quer os US$ 1 mil de auxílio citado por Bolsonaro, além de dano moral

26/09/2020 0 Por Redação Urbs Magna
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O presidente da República disse em seu discurso na Organização que pagou aproximadamente o valor do benefício emergencial por pessoa – Nas redes já se buscam advogados interessados em ações coletivas

Uma dona de casa do Rio de Janeiro recorreu à Justiça para receber a totalidade dos US$ 1 mil (mil dólares) que o presidente Jair Bolsonaro disse que pagou aos brasileiros, durante seu pronunciamento na ONU (Organização das Nações Unidas). Após a repercussão da notícia, nas redes sociais começam a surgir pessoas que buscam advogados interessados em ações coletivas.

Pela cotação de hoje, US$ 1 mil equivalem a R$ 5.540 e a mulher, que só ganhou R$ 2,4 mil em quatro parcelas de R$ 600, como os outros beneficiados, quer receber essa diferença. Para isso ela conta com os serviços advocatícios de Leila Loureiro e Noemy Titan, que escrevem na petição o valor ‘correto’ que sua cliente deveria ter recebido.

Segundo informações do G1, o valor citado por Bolsonaro não corresponde à verdade. Na ONU, o chefe do Executivo disse que “concedeu auxílio emergencial em parcelas que somam aproximadamente US$ 1.000 para 65 milhões de pessoas”, mas o trabalhador aprovado no programa recebeu, no máximo e somando as parcelas, R$ 4,2 mil, o equivalente a US$ 766.

As advogadas escreveram:

“Dados os fatos acima, busca a presente pretensão o pagamento da diferença entre o valor recebido e o valor declarado pelo Presidente, de modo a materializar fielmente o benefício financeiro que foi destinado aos brasileiros, segundo expressamente proclamado pelo Chefe maior do estado”, argumentam.

Ainda na ação, as advogadas dizem que o valor, de “importantíssima relevância”, não foi o suficiente para gastos como saúde, educação e moradia. Elas pedem ainda dano moral, totalizando a causa em R$ 9.420.

No processo, a juíza federal substituta Angelina de Siqueira Costa intimou a União Federal a prestar informações em 10 dias e, caso não reconheça o pedido, apresente contestação em até 30 dias.

No discurso da ONU, Bolsonaro disse que “nosso governo, de forma arrojada, implementou várias medidas econômicas que evitaram o mal maior: Concedeu auxílio emergencial em parcelas que somam aproximadamente 1.000 dólares para 65 milhões de pessoas, o maior programa de assistência aos mais pobres no Brasil e talvez um dos maiores do mundo”. Contudo, a afirmação não foi considerada falsa pelo Aos Fatos, mídia de verificação de notícias. O site classificou a frase do presidente como ‘exagerada’.

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