Mulher de 35 que recusou vacina e morreu não era enfermeira nem se manifestava politicamente, diz Hospital

27/02/2021 0 Por Redação Urbs Magna

Hospital Manoel André, em Alagoas, informou que Priscila Veríssimo era recepcionista e não emitia opiniões políticas no ambiente de trabalho, conforme divulgou portal local sobre caso ocorrido em Arapiraca em que a reinfecção por covid-19 teria causado o óbito da profissional de Saúde Bolsonarista por não acreditar na eficácia da vacina chinesa

Priscila Veríssimo, 35 anos | Divulgação: Portal ‘ÉAssim’

O portal alagoano, ÉAssim, divulgou que a mulher de 35 anos, Priscila Veríssimo, moradora do bairro Brasília em Arapiraca, cidade do Agreste de Alagoas, era do grupo prioritário para ser imunizada contra a covid-19 por suas atribuições como enfermeira na área da Saúde e que ela tinha adoração pelo presidente tendo, por isso, se negado a receber a aplicação da Coronavac antes de ter a doença pela segunda vez.

Diferentemente do UrbsMagna, que ‘linkou’ a informação à referida mídia seguindo os padrões da ética jornalística, a matéria foi replicada pela imprensa nacional sem referência ao portal precursor da notícia e, deste modo, a notícia teve uma repercussão estrondosa.

Isso levou o Complexo Hospitalar Manoel André (Chama) a se manifestar, através de nota, que Priscila não era enfermeira, mas sim recepcionista na unidade.

Segundo a publicação do hospital, nesta sexta-feira (26/02), Priscila Veríssimo também não foi demitida por ter se recusado a tomar o imunizante e, sim, afastada após ter contraído a doença. 

“Ao contrário do que tem sido divulgado pelos meios de comunicação, Priscila não era enfermeira, exercia a função de recepcionista e não houve qualquer ato de demissão, exerceu normalmente suas atividades até o dia 12 de fevereiro, quando foi afastada com sintomas da doença e posteriormente veio a óbito na condição de funcionária”, afirmou o hospital de Arapiraca.

Nas redes sociais, Priscila mantinha uma postura negacionista em relação à pandemia e compartilhava frequentemente vídeos do presidente Jair Bolsonaro na conta do Facebook. O hospital ressaltou que ela não emitia opiniões pessoais sobre a COVID-19 no hospital:

“Reconhecida por sua simpatia e excelência nas atividades laborativas, Priscila nunca expôs opinião ou posicionamento político em seu ambiente de trabalho, tampouco, realizou qualquer manifestação sobre a eficácia ou não da vacina contra o coronavírus”, completou o hospital. 

Leia a nota na íntegra AQUI ou na transcrição abaixo:

“Nota de Repúdio e Esclarecimentos

26/02/2021

O CHAMA – COMPLEXO HOSPITALAR MANOEL ANDRÉ, em indignação e repúdio
às informações inverídicas, sobre a saudosa colaboradora Priscila Veríssimo, que estão sendo
divulgadas pelos meios de comunicação em geral, presta os seguintes esclarecimentos:
Inicialmente, o Hospital CHAMA presta todo seu apoio e solidariedade à família da
recepcionista Priscila Veríssimo, que veio a óbito por complicações do Covid-19 no dia 24 de
Fevereiro, que além de suportar a perda de sua ente querida, vê sua memória maculada por
notícias que não condizem com a verdade e vinculada a posicionamento político utilizada por
aproveitadores.
Ao contrário do que tem sido divulgado pelos meios de comunicação, Priscila não era
enfermeira, exercia a função de recepcionista e não houve qualquer ato de demissão, exerceu
normalmente suas atividades até o dia 12 de Fevereiro, quando foi afastada com sintomas da
doença e posteriormente veio a óbito na condição de funcionária.
Reconhecida por sua simpatia e excelência nas atividades laborativas, Priscila nunca
expôs opinião ou posicionamento político em seu ambiente de trabalho, tampouco, realizou
qualquer manifestação sobre a eficácia ou não da vacina contra CORONA vírus.
Assim, prestado os devidos esclarecimentos, requer que seja retirada, imediatamente,
todas as notícias inverídicas dos meios de comunicações e que a imprensa emita nota de
esclarecimento com pedido de desculpas pelas notícias que foram transmitidas, contaminadas
de informações inverídicas, em verdadeiro desrespeito a falecida, seus familiares e a toda
sociedade que merecem receber informações verdadeiras, pautadas na ética, bom senso e que
respeitem a dignidade da pessoa humana.
Por fim, o CHAMA reitera o sentimento de solidariedade à família de Priscila Verissimo,
ao tempo em que, lamenta profundamente as notícias veiculadas.

CHAMA – COMPLEXO HOSPITALAR MANOEL ANDRE”

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