Morte de KADAFI arruinou a Líbia e povo arrependido admite ter sido vítima de Fake News e ignorância política – Alguma Semelhança ?

04/11/2018 1 Por Dino Barsa
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No início da década de 50, a Líbia era um dos países mais pobres do mundo. Mesmo com a descoberta de jazidas pretrolíferas abundantes, foi somente com a chegada de Muammar al-Gaddafi ao poder que o país prosperou e todos foram felizes com o povo se sentindo muito bem representado por seu líder.

Mas não foi esta história que você ouviu na mídia, não é mesmo? Certamente o seu conhecimento das coisas da Líbia se limitam à guerra civil provocada por um ditador que acabou sendo morto por rebeldes com apoio dos EUA e… ÔPA! Eu disse EUA? Sim, exatamente. De novo os EUA estavam metidos lá… Mas, peraí, não é lá que o país prosperou com o petróleo? E os EUA… Bem, vamos entender isso? Lembre-se que qualquer semelhança com a nossa realidade será mera coincidência. Ou não? VEJAMOS:


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Antes da invasão da OTAN, os líbios desfrutavam do mais alto padrão de vida da África, que chegava a ultrapassar o de países como Rússia, Brasil e Arábia Saudita. Ter um imóvel era considerado um direito humano concedido gratuitamente. Os recém-casados recebiam U$50.000 do governo para comprarem sua habitação e iniciarem a família. Muammar al-Gaddafi deu casas a todos os habitantes da Líbia, bem como energia elétrica gratuita. Isso mesmo, lá ninguém pagava casa ou luz. Era de graça.

Antes de Muammar al-Gaddafi, menos de 1/5 do povo era alfabetizado. Com Muammar al-Gaddafi, a educação se tornou gratuita e teve a qualidade elevada. Com isso, os níveis de alfabetização saltaram para 83%. A saúde, também de qualidade, tinha gratuidade coletiva. E caso algum líbio necessitasse de tratamento médico ou especialização acadêmica no exterior, os fundos do governo eram utilizados para o indivíduo. Ah, e em todo empréstimo concedido não havia a necessidade de pagar juros. É! Os juros eram (0%).

Tem muito mais: para toda aquisição de veículo, o governo Muammar al-Gaddafi bancava a metade do valor e o preço do combustível era algo em torno de 14 centavos de Dólar.

Uma das coisas mais legais no que se refere aos incentivos do governo Muammar al-Gaddafi é que quando alguém decidia se tornar, por exemplo, um agricultor, a pessoa recebia casa, terra, ferramentas, sementes e até animais para iniciar seu negócio. Nossa, que paraíso era viver lá, heim?

Sim, o povo amava seu líder. E, tristemente, uma grande parte desse mesmo povo o traiu, tempos depois, quando se iniciou a Revolução da Líbia que perseguiu e assassinou cruelmente seu grande estadista. As imagens estão na web. Triste.

Você já deve estar imaginando a resposta para a pergunta: como um país próspero e feliz perdeu seu rumo de forma a ser palco de uma grande guerra civil? Então vamos entender do início? Vejamos:

A ECONOMIA DA LÍBIA

Em 1957, ocorreram as primeiras descobertas de jazidas de petróleo e deu-se início a extração em larga escala, fenômeno que transformaria completamente a economia daquele país na segunda metade do século XX.

Em 1970, a Líbia já era o sexto maior produtor mundial de petróleo (atrás dos Estados Unidos, da União Soviética, do Irã, da Arábia Saudita e da Venezuela) Em janeiro daquele ano, como desdobramento da tomada do poder pelos partidários de Muammar al-Gaddafi, tiveram início dois anos de negociações com 20 empresas transnacionais exploradoras de petróleo, que permitiram um aumento das receitas do país com a extração do produto.

Em 1992, a atividade petrolífera representava um terço do Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 29 bilhões em 1990, e representava 99% das exportações (US$ 11 bilhões em 1990), mas emprega apenas 10% da força de trabalho. 95% daquele petróleo era exportado para a Europa. O produto líbio tem alta qualidade, com baixo teor de enxofre, que permitia a obtenção de grandes quantidades de combustíveis leves, como gasolina, querosene e nafta, com baixos custos de refinação.

Na década de 1990, observava-se que o setor da agricultura empregava 20% da força de trabalho, mas representava apenas 5% do PIB e que o país importava 75% dos alimentos consumidos. O mal desempenho da atividade agrícola, decorre, em parte, do fato de que 95% do território líbio é desértico, sendo apenas 5% das terras consideradas cultiváveis. Naquela época, as principais culturas eram o trigo, a cevada, azeitonas, tâmaras, frutas cítricas e amendoim.

Apesar dos sucessivos bloqueios econômicos impostos pela Organização das Nações Unidas e alguns países ocidentais, a economia do país conseguiu manter-se de pé.

Mas por que aconteceu uma guerra civil?

No mês passado fez sete anos que o líder líbio foi morto a sangue frio perante câmeras de celulares e com o consentimento dos países que participaram da campanha contra a Líbia de 2011.

O coronel Muammar al-Gaddafi liderou o país por 42 anos. A guerra civil que se iniciou durante os seus últimos dias de vida e dura até hoje. Todas as tentativas de criar órgãos de governação fracassaram, a economia está arruinada. A crise foi substituída pelo caos, que ameaça toda a região, e isso se tornou no resultado da tentativa das potências ocidentais para alterar a organização política dos países africanos.

O governo de Muammar al-Gaddafi permanecerá como parte incomparável da história do país. Depois de sua morte, o país sofreu mudanças infraestruturais, mas não pelas mãos líbias, e sim impostas pelo exterior com o consentimento internacional. O que aconteceu no país pode ser descrito como a realização dos objetivos individuais das grandes potências.

Em 2011 foi aprovada uma resolução que permitiu a 43 países usarem seus arsenais contra infraestruturas para derrotar o regime de Kadhafi em uma operação que não visava resolver a crise, pois os líbios foram mortos como vacas e quem sobreviveu foi privado de bilhões de dólares.

Muammar al-Gaddafi foi o único homem que propôs unir a África e criar um exército africano único. Ninguém queria prestar atenção ao fato de que no país havia jovens que se manifestaram de forma pacífica nas ruas da Líbia. Foram usados nos interesses dos países ocidentais para desencadear o conflito. Hillary Clinton esteve envolvida no mecanismo que visava derrotar Muammar al-Gaddafi.

O que aconteceu não foi uma revolução, mas uma catástrofe para os líbios. E eles continuam sendo mortos. A ‘ajuda’ dos EUA e aliados transformou a Líbia no Estado mais mais fracassado do mundo.

Além disso, a morte de Muammar al-Gaddafi foi um crime, e é pouco provável que ele seja investigado. Muammar al-Gaddafi foi capturado em resultado de uma operação especial da OTAN, depois foi revendido de um grupo de bandidos a outro, competindo pelo direito de matá-lo.

A intervenção na Líbia teve caráter econômico. Segundo fontes diversas, cerca de $ 180 bilhões de Muammar al-Gaddafi estavam investidos em ações na Europa Ocidental e nos EUA. Hoje, todo o dinheiro foi confiscado, assim como numerosos bens imóveis.

Uma das razões para a eliminação de Muammar al-Gaddafi foi o medo perante uma alternativa social de Jamahiriya (estado das massas) pouco compreensível para o Ocidente. Ela não correspondia ao modelo de democracia ocidental porque se baseava em tradições populares árabes com muitos anos. Muammar al-Gaddafi conhecia aspetos específicos do seu país, conhecia a estrutura de relações entre as tribos. Não havia divergência na comunidade, entre as tribos e blocos políticos. O líder líbio foi capaz de encontrar compromissos, tinha qualidades de líder, era um “fenômeno”. O especialista em estudos árabes afirmou que o país precisa de um governo forte para se salvar da desintegração completa. Talvez o melhor governo para a Líbia seja um governo militar.

MENTIRAS DA MÍDIA E PAIXÃO POPULAR

No dia 01 de julho de 2011, a Praça Verde, localizada na capital Trípoli, recebeu mais de um milhão e setecentos mil pessoas que protestaram contra o bombardeio da OTAM. Uma quantidade que representou 95% da população da Cidade e 1/3 do povo da Líbia. De que modo e sob quais argumentos a guerra civil teria sido fundamentada?

A grande imprensa e os meios de comunicação divulgaram a morte de Muammar al-Gaddafi para alegria dos governantes corruptos do mundo inteiro. Os assassinos do colarinho branco, os governantes canalhas (EUA, França, Inglaterra, Canadá entre outros), aqueles que matam para roubar as riquezas dos pequenos povos, festejam esta data, eufóricos, radiantes, mas totalmente enganados. Muammar al-Gaddafi não morreu. O corpo do combatente heróico que resistiu em sua terra natal, Sirte, aos bombardeios diários durante meses da Otan, com as bombas e aviões mais modernos do mundo, a tecnologia da morte a serviço do roubo de petróleo, não pode ter morrido.

É um grande engano pensar que o leão do deserto, Muammar al-Gaddafi, tenha morrido. Aquele corpo crivado de balas que exauriu seu último suspiro em meio à balacera, ao cheiro de pólvora e sangue, no verdadeiro altar dos combatentes que lutam pela libertação do povo. Este corpo, não se enganem, não é Muammar al-Gaddafi, porque Muammar al-Gaddafi não morre.

Como é possível morrer um homem que dedicou sua vida à defesa do seu povo, enfrentando as forças mais poderosas do planeta? Como é possível morrer um homem que conquistou para os líbios o melhor IDH da África, construiu a União dos Países Africanos, apoiou e financiou campanhas humanitárias nos países mais pobres da África, construiu um rio artificial que cruzou a Líbia para levar água até ao deserto?

Estão enganados. As aves de rapina que se dizem presidentes de nações imperialistas, estão enganadas. Muammar al-Gaddafi não morre. Não há, neste mundo, balas, mísseis, bombas, que possam matar um mito, um ícone, um homem que se superou e superou os limites humanos.

Muammar al-Gaddafi não morreu porque Muammar al-Gaddafi não morre. Ele vive – e viverá sempre – através de sua Terceira Teoria Universal, através de seus exemplos de coragem, determinação, honradez e inteligência.

Não se enganem. Muammar al-Gaddafi continuará nas trincheiras de Trípoli, Sirte, Misrata, Bani Walid, nas dunas incontáveis do deserto do Saara, nas multidões que marcharam no Mali. Muammar al-Gaddafi está com os milhares de refugiados líbios, com os milhares de trabalhadores estrangeiros que encontraram emprego e trabalho na Líbia. Muammar al-Gaddafi está com os negros assassinados porque eram negros, e como tal, eram identificados como apoiadores de Muammar al-Gaddafi.

Muammar al-Gaddafi está aqui, ao nosso lado, com todos os homens livres, com todos os combatentes pela liberdade em qualquer parte do mundo.

Os imperialistas norte-americanos – os mesmos inimigos da humanidade – tentaram matar Che Guevara e não conseguiram, porque ele está vivo, hoje mais do que ontem, na lembrança e nos corações dos homens despertos. Muammar al-Gaddafi também está vivo, e estará amanhã mais vivo que hoje, nos corações e lembranças dos homens que não se deixam seduzir nem se abater pelos poderosos de plantão, cujos nomes – Obama, Sarkozy, Cameron – estarão na lata de lixo da história.

Não se deixem enganar. Muammar al-Gaddafi não morreu porque ele não pode morrer. Como é possível morrer um herói que lutou até o final, e deu sua vida à causa de libertação de sua nação? Não morre o combatente. O herói não morre. Os covardes morrem, são sepultados e tem seus nomes esquecidos e apagados, mas este não é o caso de Muammar al-Gaddafi.

Bravo leão do deserto. Bravo beduíno que armou sua tenda nos quatro continentes, com orgulho e determinação, e jamais se envergonhou de sua roupa árabe.

Seu nome está escrito a ferro e fogo nos corações dos combatentes internacionalistas. Seu exemplo, sua memória, estão gravados na história, num patamar muito alto para ser alcançado pelas hordas de mercenários, ignorantes e traidores que hoje se alegram com a falsa notícia de sua morte.

Muammar al-Gaddafi não morreu porque suas idéias não morrerão jamais. Milhares de revolucionários africanos partem de diversos países para fortalecer a resistência líbia, gritando, por onde passam: “Muammar al-Gaddafi é nosso líder. Vamos libertar a Jamahiriya”!


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