Moro, o “pai do bolsonarismo” (segundo Gilmar Mendes), é rejeitado em grupos de movimentos pela democracia

03/06/2020 1 Por Redação Urbs Magna

Et Urbs Magna – Com a escalada das manifestações contra as instituições, grupos pró-democracia se avolumam ante a preocupação com os rumos de um Brasil comandado por um simpatizante da ditadura e aumentam a seletividade para definir quem pode participar dos movimentos. Sergio Moro, por exemplo, não entra em nenhum porque, em geral, seus administradores são conhecedores da história recente de um processo suspeitíssimo que levou à prisão um ex-presidente com aprovação de 87% para levar ao Planalto aquele que, quando sair, poderá ter os mesmos 87%, só que de reprovação.

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Os critérios para definir quem pode participar dos movimentos da sociedade civil criados em defesa da democracia estão gerando debates dentro dos grupos, diz o Painel da Folha. Ainda que se disponham a congregar pessoas de múltiplos pontos do espectro ideológico, há diferenças que podem ser irreconciliáveis.

No caso do ‘Juntos pela Democracia’, diz-se que a porta está quase totalmente aberta. “Entrarão todos, menos os fascistas. Moro, fora. É o limite“, diz o jornalista Juca Kfouri, um dos articuladores.

No “Basta“, que reúne juristas e advogados, Moro também não seria bem recebido. “Natural que exista constrangimento com a adesão de algumas pessoas. Estas mesmas figuras são responsáveis diretas por parte importante das mazelas do país“, diz o advogado Marco Aurélio Carvalho, um dos articuladores do manifesto. “Não se pode esquecer que o bolsonarismo é filho legítimo da Lava Jato e do golpe de 2016“, completa.

Além da afirmação do advogado, o Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, também se referiu a Sergio Moro como a “mãe ou o pai do Bolsonarismo“, como publicou diversos portais, dentre eles o site lavajatista ‘O Antagonista‘:

“Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro Gilmar Mendes afirmou que Sergio Moro foi “a mãe ou o pai” do bolsonarismo”:

“Ele [Moro] estava muito próximo desse movimento político, tanto é que na eleição, no segundo turno, ele faz aquele vazamento das confissões, das delações do Palocci. A quem interessava isso? Interessava ao adversário do PT”, disse.

O Antagonista

A presença da assinatura do ex-procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato, no manifesto “Basta“, quase fez com que o advogado Carlos de Almeida Castro, o Kakay, retirasse seu apoio, como mostrou a coluna de Mônica Bergamo.

O “Somos 70%”, inspirado em resultado de pesquisa do Datafolha, foi criado pelo economista Eduardo Moreira e disseminou-se de forma descentralizada nas redes sociais. Por esse caráter difuso, Moro teria mais facilidade em se juntar ao clube: bastaria publicar a hashtag do movimento em seu perfil.

Essa é a diferença do Somos 70%. Não é um movimento com dono, não escolhe as pessoas. As pessoas que o escolhem“, diz Moreira. “Qualquer um que esteja contra o governo faz parte. É uma constatação. Não tem lista nem veto“, completa.

E não repudiaria se Moro se juntasse? “Poderia dizer assim: ‘Sergio Moro, penso absolutamente diferente de você em relação a caminhos para o país’. E é isso aí. Estamos os dois contra o governo“, responde Moreira. “As pessoas querem foto de Moro abraçado com Flávio Dino. Isso não vai ter e é isso que faz o fracasso dos movimentos. Vira movimento de vaidade“, diz.

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