Milicianos sofrem mandados de prisão e busca e apreensão na manhã desta terça (30)

30/06/2020 1 Por Redação Urbs Magna
𝐔𝐌 𝐁𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥 – O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e as polícias Civil e Militar estão realizando, nesta terça-feira (30), operação para prender suspeitos de integrar o chamado Escritório do Crime. O grupo criminoso, que tem ligação com milícias do estado, é especializado em cometer assassinatos por encomenda.

Além dos mandados de prisão, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão na operação chamada Tânatos. Dois suspeitos foram presos na manhã de hoje, durante as diligências.

A operação é resultante de três denúncias apresentadas pelo MPRJ, que descrevem os crimes cometidos pelo grupo, que tinha ligação com Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como “Capitão Adriano”, que foi denunciado em janeiro de 2019 e ficou foragido até fevereiro deste ano, quando foi morto por policiais militares no interior da Bahia.

Segundo o MP, o Escritório do Crime atua de forma agressiva e planejada, com trajes que impedem identificação visual, como balaclavas (máscaras que cobrem praticamente todo o rosto), que dão poucas chances de defesa para a vítima.

“A organização possui estrutura ordenada e voltada, sobretudo, para o planejamento e execução de homicídios encomendados mediante pagamento em dinheiro ou outra vantagem”, diz a nota do MPRJ.

Os mandados de prisão são contra os ‘chefes da organização’ e as buscas ocorrem em vários pontos da cidade. O principal alvo é o substituto do ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Adriano Magalhães da Nóbrega, que está à frente da organização criminosa sendo o atual chefe. Ele foi preso na casa dele, de dois andares, na Vila Valqueire, na Zona Norte do Rio.

Segundo as investigações, o chefe e seu grupo são acusados do assassinato do empresário Marcelo Diotti da Mata, no dia 14 de março de 2018. Diotti foi alvejado ao lado de seu carro, um Mercedes SUV branco. No local, foram encontradas cerca de 20 cápsulas de calibres 7.62 e 5.56. 

A data do homicídio de Diotti coincide com a dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes,  no Estácio, na Zona Norte do Rio. Os dois crimes ocorreram à noite.

O chefe chegou a figurar como suspeito das mortes de Marielle e Anderson. Ele e Adriano já foram chamados para depor sobre o caso.

Fonte: O Globo, EBC

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