Mentiras de Bolsonaro piora colapso na Saúde

02/03/2021 0 Por Redação Urbs Magna

“Mortes interessam a alguns”, disse o presidente em conversas com apoiadores em que mentiu cinco vezes sobre a pandemia, além de postagens nas redes sociais que levaram 19 dos 27 governadores do país a acusarem-no de distorção de dados sobre repasses aos estados

Governadores dos estados divulgaram uma carta criticando a “utilização, pelo governo federal, de instrumentos de comunicação oficial, custeados por dinheiro público, com fim de produzir informação distorcida, gerar interpretações equivocadas e atacar governos locais”. Eles dizem que Bolsonaro usou números inflados ao colocar na mesma conta repasses e verba prevista na Constituição Federal.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse que irá ao STF contra o governo federal pela divulgação do que chamou de tentativa de “colar nos governadores o carimbo de maus gestores”. Enquanto isso, o colapso na saúde piora.

Secretários de saúde dos estados dizem que enquanto não há ampla vacinação, é preciso um toque de recolher nacional das 20h às 6h, suspensão das aulas presenciais e lockdown em cidades ou regiões com mais de 85% de ocupação das UTIs.

Além do atrito com o governo Bolsonaro, governadores e prefeitos buscam comprar vacinas. O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), disse que os governadores realizarão compras conjuntas e já se articulam com o Congresso para liberar essa proposta. Casagrande afirmou que Bolsonaro “tenta responsabilizar os governadores pela irresponsabilidade dele”.

A Frente Nacional de Prefeitos está criando um consórcio nacional de municípios para a compra de vacinas. Mais de cem cidades já levantadas interesse na associação para adquirir os imunizantes.

A Organização Mundial da Saúde confirmou que o Brasil receberá, entre fevereiro e junho, 9,1 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca adquiridas pela Covax – Aliança Internacional para a compra de imunizantes, enquanto o governo disse que receberia até 14 milhões de doses.

Alguns estados anunciaram medidas mais restritivas. O governador Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal , defendeu as restrições de circulação e disse: ” Ou nós interrompemos o fluxo de pessoas ou a crise não vai ter fim”. O governador da Bahia , Rui Costa (PT), chorou em entrevista na TV em que pediu que os baianos cumpram medidas de restrição. Santa Catarina anunciou ter apenas cinco vagas de UTI adulto .

Com informações do UOL.

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