“Me senti muito ameaçada, como se tivesse vindo do PCC”, diz deputada sobre Eduardo Bolsonaro

15/09/2021 0 Por Redação Urbs Magna
“Me senti muito ameaçada, como se tivesse vindo do PCC”, diz deputada sobre Eduardo Bolsonaro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e a deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA) | Sobreposição de imagens / a parlamentar apresentou representação contra o filho do presidente por ameaça, após ele compartilhar foto com um alvo em seu rosto e ela se sentir ameaçada


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Dayane Pimentel (PSL-BA) vem sendo perseguida pelo filho do presidente do Brasil, já ingressou com representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputadose e agora registrar um B.O. contra o parlamentar

Me senti muito ameaçada, como se tivesse vindo do PCC, não vi diferença por causa da possível ligação com milícias. E ele não é qualquer deputado, tem milhões de seguidores, é filho do presidente. Estava incentivando para que loucos façam alguma coisa contra mim, e essas pessoas são capazes de fazer, sim, porque acham que assim vão ser reconhecidos pela família Bolsonaro“, disse a deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA) à Universa, do Uol, sobre as mais recentes ameaças do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

A parlamentar ingressou com representação contra o filho do presidente da República no Conselho de Ética da Câmara, nesta terça-feira (14), e irá registrar um boetim de ocorrência. Ela conta que ao abrir o aplicativo Instagram no dia anterior, depois que participou do ato do MBL na avenida Paulista (assista ao vídeo abaixo) ela viu que Eduardo Bolsonaro a havia marcado com um alvo em seu rosto, em um story, além de ter sido chamada de traidora. Na foto ela aparece com Jair Bolsonaro.

“Estamos protocolando um boletim de ocorrência, farei denúncia ao Ministério Público e ingressei com uma representação no Conselho de Ética da Câmara. Vou usar todas as ferramentas possíveis. O que ele fez não foi uma brincadeira. Vieram muitas reações da claque dele, ataques, ofensas”, disse.

“Na verdade, fomos nós os parlamentares que nos sentimos traídos por Bolsonaro, porque ajudamos o presidente a ser eleito em busca de uma agenda que não foi cumprida. Mas nosso alcance é menor que os filhos do presidente, por exemplo. Seus aliados querem, com a força digital que tem, carimbar a traição em nós”, prosseguiu.

“Comecei a me sentir traída já no início de 2019, quando apareceram os primeiros casos de corrupção envolvendo o Flávio [Bolsonaro, senador]. Sempre diziam para a gente que era mentira, perseguição”, afirmou.

Assista abaixo a deputada em participação nas manifestações do dia 12 de setembro:

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