Mandetta se vendeu para ficar no cargo e isso pode custar muitas vidas, diz jornalista

07/04/2020 1 Por Redação Urbs Magna

O jornalista Helio Gurovitz, em seu blog na categoria mundo do site G1 publicou matéria nesta terça-feira (7) dizendo que o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta cometeu seu maior erro ao aceitar um acordo político para permanecer no cargo, no qual ele despreza a ciência e isso “deverá custar a vida de milhares brasileiros.

Luiz Henrique Mandetta, Jair Bolsonaro, Walter Braga Netto

Segundo Gurovitz, o acordo político, que foi “costurado pelos militares para garantir sua permanência no cargo“, forçou Mandetta a aceitar “relaxar as diretrizes para o distanciamento social no país“.

O jornalista mostra que este relaxamento já começou, após o Ministro da Saúde baixar normas, na tarde desta segunda-feira (06), “em que estabelece três níveis de isolamento e aceita, nas cidades com mais da metade do atendimento médico disponível, o que chama de “distanciamento social seletivo”, situação em que apenas idosos e demais grupos de risco são proibidos de circular livremente“.

Gurovitz diz que o “resultado deverá ser dramático“, pois “todas as tentativas de adotar estratégias do tipo no mundo deram errado“, a exemplos da “Itália e Estados Unidos” que “desprezaram o avanço da Covid-19 quando havia poucos casos, apenas para ser engolfados por um crescimento incontrolável poucos dias depois“.

E, de acordo com o colunista do G1, ainda há o exemplo do Reino Unido e da Holanda. No primeiro, após “ensaiar um modelo similar ao proposto pelo governo brasileiro, o Reino Unido voltou atrás e a partiu para o isolamento draconiano, o ‘lockdown‘.” E a Holanda, “que apostava numa postura mais permissiva de contágio para tentar tornar parte da população imune e deter a circulação do vírus, se viu obrigada a proibir eventos e fechar escolas e restaurantes até o final do mês ante a escalada nos casos. “Fiquem em casa tanto quanto possível”, afirmou o premiê Mark Rutte.

Ainda há os casos do Japão e da Suécia, continuou Gurovitz citando primeiro o caso do país nipônico “que também resistiu a medidas mais drásticas” e depois “declarou estado de emergência para impôr o isolamento radical em seis regiões metropolitanas. Depois, o colunista deu o exemplo da Suécia, “que ainda evita manter os cidadãos em casa” e “passou a adotar normas duríssimas de distanciamento, impraticáveis em países de cultura menos glacial.

Números aparentemente baixos no início se multiplicam rapidamente e, em questão de dias, bastam para abarrotar hospitais e UTIs, como se viu em Milão e em toda a região da Lombardia, a mais atingida pela epidemia na Itália“, segue a publicação do jornalista acrescentando que “o critério adotado pelo Ministério da Saúde é absurdo, para não dizer criminoso.

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