Lula pode receber faixa de grupo com índio, negro, mulher, trabalhadores e estudante

Janja organiza. Estão em alta a enfermeira que no Brasil foi a primeira pessoa a tomar vacina contra a COVID, a irmã de Marielle Franco e a antropóloga viúva do indigenista assassinado

Ao se recusar a entregar a faixa para Lula, o primeiro presidente da história do Brasil a não conseguir uma reeleição, o derrotado Jair Bolsonaro, “repete o gesto do general João Figueiredo, o último ditador do regime militar, que não repassou a indumentária para José Sarney“, escreve a jornalista Malu Gaspar, no Globo.

O ainda vice-presidente Hamilton Mourão também já avisou que não vai aceitar essa missão e, paralelamente, o general Santos Cruz, que foi ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência em 2019, criticou, em entrevista ao portal de notícias Metrópoles, o futuro ex-presidente por seu silêncio, o que, segundo o militar, contribui para atos golpistas que ainda permanecem em frente a unidades das Forças Armadas.

O general afirmou que “esse silêncio pode ser interpretado como um negócio de covarde, de você esperar que o circo pegue fogo para ver como pode se beneficiar. Ele precisa fazer uma transição segura, passar segurança para o povo e não deixar as pessoas perdidas. Esse silêncio é inaceitável, ele ganha para trabalhar“.

“A coordenação da posse de Lula está sob a responsabilidade de Janja“, diz Gaspar. Ela “já avisou que quer desempenhar um “papel de articulação com a sociedade civil”. Janja ainda vai decidir com Lula os detalhes da posse“. Segundo a jornalista global, “a ideia é que a entrega da faixa seja feita não por uma pessoa, mas por um conjunto de pessoas que representem a diversidade do povo brasileiro“.

Estariam neste grupo “um índio, um negro, uma mulher, um trabalhador urbano e outro rural, um estudante“, conforme informou a partir de fonte denominada por jornalistas como “interlocutor” ou “aliado“. Segundo Gaspar, um dos nomes que passou a ser cogitado para marcar presença na posse é o da enfermeira Mônica Calazans – a primeira pessoa a tomar vacina contra a Covid-19 no Brasil.

O texto diz ainda que “outros nomes discutidos reservadamente são o de Anielle Franco, irmã da vereadora Marielle Franco [assassinada no Rio de Janeiro no ano da eleição de Bolsonaro], e a antropóloga Beatriz de Almeida Matos, mulher de Bruno Pereira [o indigenista assassinado na Amazônia ao lado do jornalista inglês do The Guardian, Dom Phillips].

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