LULA a economistas: Fome, desemprego, inflação, saúde e educação são pautas prioritárias

15/01/2022 0 Por Redação Urbs Magna
LULA a economistas: Fome, desemprego, inflação, saúde e educação são pautas prioritárias

O ex-presidente LULA durante seu discurso no Natal dos Catadores, na cidade de São Paulo, em foto de Bruno Santos para o Folhapress


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

O ex-presidente se reuniu com o núcleo de acompanhamento de políticas públicas na Fundação Perseu Abramo, onde deixou claro que o mercado financeiro não deve ditar o debate econômico no país

O ex-presidente LULA se reuniu com seus economistas do núcleo de acompanhamento de políticas públicas da Fundação Perseu Abramo, nesta sexta-feira (14), onde afirmou que a fome, o desemprego, a inflação, a saúde e a educação serão as pautas prioritárias a serem tratadas em seu plano de governo e também deixou claro que o mercado financeiro não deverá ditar o debate econômico no Brasil.

A defasagem salarial é um problema que sua equipe deverá ter como meta para solução, a exemplo de sua administração passada, quando a valorização do salário mínimo e a política de inclusão social não acarretaram em aumento de inflação. LULA disse ainda que para que haja estabilidade é importante deter a alta de preços. ​

No início de seu governo, em 2003, a dívida pública representava cerca de 60% do PIB (Produto Interno Bruto) e correspondia a 30% quando encerrou seu mandato, lembrou o ex-presidente, que listou tais dados para argumentar que nenhum outro partido foi mais sério na gestão fiscal, mas mesmo assim é alvo de cobrança injusta e desproporcional.

Com frequência o presidente Jair Bolsonaro quebra regras fiscais, sem que haja indignação, disse em crítica ao mercado e à imprensa enquanto incentivava os economistas de sua equipe a exporem suas opiniões para disputar o debate público.

O núcleo de acompanhamento de políticas públicas de LULA, segundo matéria na Folha de São Paulo, se reúne regularmente a convite da Fundação Perseu Abramo. Parte do grupo de 83 economistas, nem todos filiados ao PT, será escalada para a redação do programa de governo.

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